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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CERÂMICA

CERÂMICA
A fabricação de louças de argila e de barro é conhecida como cerâmica.

HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO

A primeira cerâmica foi feita à mão, moldada no formato desejado e secada ao sol. Não há registros antigos descrevendo o trabalho do artesão e seu lugar na sociedade, apesar de que as paredes dos túmulos e dos palácios no Egito terem figuras dos artesãos trabalhando, e muito pode ser aprendido observando as atividades mostradas. Acredita-se que os primeiros oleiros eram mulheres que, por necessidade, preparavam vasos para a preparação da comida, enquanto os homens estavam fora tentando trazer comida para casa.

Eventualmente, o trabalho de fazer cerâmica se tornou uma profissão, aparentemente praticada por pessoas em grandes vilarejos e normalmente por artesãos que se mudavam de vilarejo em vilarejo fazendo cerâmica até alcançar a demanda e depois se mudando de novo. A descoberta que tornou a cerâmica de uma atividade de uma dona de casa para uma profissão foi o torno do oleiro.

A velocidade com que poderia se fazer um vaso transformou a arte em uma industria e eventualmente se tornou uma ocupação primeiramente masculina, apesar de que há evidências de pessoas (que alguns assumem que eram mulheres) que continuavam fazendo cerâmica em casa.

A CERÂMICA NAS ESCRITURAS

Há muitas referências ao oleiro e seu trabalho na bíblia. Como por exemplo: "Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel." (Jeremias 18:6); "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos." (Isaías 64:8). Na história da Criação, Deus é retratado como um oleiro fazendo o homem do barro (Gênesis 2:7).

A sua soberania absoluta em escolher Israel como seu povo é discutida pelo apóstolo Paulo (Romanos 9:20-21) de uma ilustração usada por Isaías (Isaías 45:9) a respeito de um pote discutindo com o seu oleiro:" Ai daquele que contende com o seu Criador! o caco entre outros cacos de barro! Porventura dirá o barro ao que o formou: Que fazes? ou dirá a tua obra: Não tens mãos?"

Jeremias profetizou graficamente a destruição de Jerusalém quando quebrou um frasco de barro de um oleiro em tantos pedaços que não podia ser reparado (Jeremias 19:11).

Os judeus, no tempo de destruição, apesar de preciosos na visão de Deus, eram tratados como potes de argila (Lamentações 4:2) - uma expressão de sua fragilidade humana; eles podiam ser facilmente quebrados e destruídos. Um vaso de cerâmica quebrado era considerado tão sem valor que os pedaços eram jogados de lado ou jogados para fora da janela e um novo era fabricado.

A arte do oleiro era muito conhecido e os vasos estavam a disposição a um preço bem baixo. As pessoas normalmente não transportavam os vasos quando eles mudavam. Era mais fácil comprar um novo do que tentar carregá-los, especialmente os maiores. Pedaços quebrados, no entanto, não eram totalmente sem utilidade. Jó raspou suas secreções com um caco (Jó 2:8).

Mais adiante o tempo, os cacos eram usados para escrever bilhetes neles e eram chamados de ostraca. O salmista falou que sua força secou como um caco (Salmo 22:15) - uma referência à falta de humidade num vaso seco e queimado.

A eventual derrota de nações pagãs que adoravam muitos ídolos e deuses é descrita como vasos de cerâmicas sendo jogados ao chão e quebrados em pedaços pelos justos (Salmos 2:9; Apocalipse 2:27).

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