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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CÉU

CÉU

VISÃO GERAL
Na Bíblia, céu pode significar duas coisas. Primeiro, se refere ao firmamento e tudo o que há nele (as estrelas, nuvens, ar). Isto é frequentemente chamado "os céus" em vez de céu. É um espaço físico que podemos ver e sentir. Lemos sobre os céus em passagens como estas:
1. Gênesis 1:1: No princípio Deus criou os céus e a terra.

2. Salmo 19:1: Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
3. I Coríntios 15:40: Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais e outra a dos terrestres.
O segundo significado para céu deveria ser "céu dos céus". Não é um lugar que podemos ver e sentir; é um lugar espiritual. Este é aquele ao qual nos referimos quando dizemos que alguém morre e vai para o céu. É onde o povo de Deus se reúne em torno do trono de Deus. Lemos sobre o céu nas seguintes passagens:

1. Gênesis 28:12: E sonhou: Eis posta na terra uma escada, cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
2. Neemias 9:6: Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora. (Este mostra ambos os usos da palavra).
3.Lucas 6:23: Porque grande é o vosso galardão no céu.
A palavra hebraica para céu costumava ser usada no plural. Referia-se a mais de uma coisa.

NO VELHO TESTAMENTO
Os escritores do Velho Testamento consideravam o céu físico como um firmamento que aparecia como um grande arco apoiado em fundações e pilares (II Samuel 22:8). Este céu se espalhava acima da terra, com chuvas descendo de suas portas (Salmo 78:23). As passagens mais descritivas do Velho Testamento sobre o céu físico são Salmo 8 e Salmo 19:1-6. O Velho Testamento fala de elementos familiares dos céus.

1. As nuvens (Salmo 147:8)
2. Os ventos (Zacarias 2:6)
3. A chuva (Deuteronômio 11:11)
4. O trovão (I Samuel 2:10)
5. O orvalho (Deuteronômio 33:13)
6. A geada (Jó 38:29)
O Velho Testamento também menciona as forças destruidoras dos céus como granizo (Josué 10:11) e fogo (Gênesis 19:24).

Os antigos hebreus eram conscientes do que chamamos espaço exterior. Eles viam o sol, a lua, os planetas e as estrelas como criações gloriosas de Deus mesmo embora não as compreendessem completamente. Algumas nações antigas adoravam as luzes dos céus e associavam deuses e deusas com elas (Jeremias 44:17-25). Esse tipo de adoração tinha sido proibido a eles. Eles também tinham sido proibidos de tomar parte em coisas como astrologia, que procurava sabedoria (Isaías 47:13-14) nos céus em vez de procurá-la em Deus. Estas leis e restrições separavam os hebreus das culturas que os rodeavam.

A expressão "céus dos céus" (Deuteronômio 10:14) corresponde à expressão hebraica "o mais alto céu". Esta expressão hebraica do Velho Testamento deve ser a correspondente à expressão do Novo Testamento "o terceiro céu" (II Coríntios 12:2), que se compara à clássica idéia grega de três céus.

A igreja Católica Romana medieval adotou este modo de pensar. Aqueles que seguem essa abordagem pensam do terceiro céu como o lugar alcançado pelas almas dos abençoados, o céu dos céus. Os dois primeiros céus então são duas regiões em níveis mais baixos; a atmosfera e o espaço sideral (contendo os corpos celestes) e então o universo remoto.
Pelo menos dois santos do Velho Testamento, Enoque (Gênesis 5:22-24) e Elias (II Reis 2:11) foram diretamente para o céu sem morrer primeiro. Foram diretamente desta vida para a presença de Deus.

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