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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CRUZADAS

CRUZADAS

Por quase dois séculos, a partir de 1095, os exércitos da Cristandade lutaram com os muçulmanos por causa do controle do território bíblico. Oito ataques se tornaram conhecidos como as Cruzadas, do Latim "cruz".

VISÃO GERAL

As igrejas orientais e ocidentais estão separadas desde o quarto século. A igreja oriental, baseada em Constantinopla, desenvolveu diferentes estilos, estruturas e doutrinas da igreja romana. O cisma se oficializou em 1054 e o Papa excomungou até o chefe da igreja oriental. Mas, uma geração mais tarde, um papa diferente, Urbano II, recebeu uma mensagem urgente de um líder oriental diferente, o Imperador Alexis. Os exércitos muçulmanos estavam ameaçando Constantinopla.

Urbano anteviu que poderia ser vitorioso dado a uma série de fatores. A igreja ocidental estava enfraquecida por lutas internas, mas essa era uma oportunidade em que poderia se unir por uma causa comum. Os muçulmanos dominaram a Palestina por séculos e ainda tinham bases no sul da Espanha. Talvez fosse tempo de expulsá-los. Um esforço militar poderia também ajudar a trazer a igreja oriental para o domínio de Roma.

O Conselho de Clermont foi convocado e o Papa Urbano fez uma convocação maior, chamando os muçulmanos "uma raça maldita" que havia "invadido as terras dos cristãos". Ele os incitou a "arrancar aquela terra da raça malvada e dominá-la". A uma voz o povo gritou "Deus deseja isto!"
O próximo passo foi ajuntar um exército; assim, Urbano enviou soldados de toda a Europa. Toda sorte de bênçãos espirituais foi prometida aos cruzados - incluindo perdão de pecados e redução do tempo no purgatório. Muitos marcharam em frente, alguns sem um desejo genuíno de servir a Deus ganhando de volta a Terra Santa, outros sem dúvida com uma cobiça de glória, aventura ou despojos de guerra.
AS OITO CRUZADAS

Assim a Primeira Cruzada se iniciou, parando em Constantinopla, sitiando e tomando Antioquia e avançando em direção a Jerusalém. Incendiado pelo fervor, mas infelizmente com pouco discernimento, esse exército arrasou tudo e todos em seu caminho - muçulmanos, judeus e algumas vezes até cristãos orientais. Jerusalém era bem protegida, mas os cruzados lutaram bastante, tomando a cidade após um curto cerco.

 Os inimigos foram massacrados e os santuários cristãos restaurados. Os exércitos da Primeira Cruzada voltaram para casa em 1099, maltratados mas orgulhosos de suas realizações. Os dois séculos seguintes viram muitos conflitos sangrentos entre os exércitos muçulmanos e os cruzados. Em 1144 os muçulmanos tomaram a fortaleza cristã em Edessa, logo a Segunda Cruzada (1145-48) tentou libertar aquela cidade, mas fracassou e então se virou para capturar Damasco, tendo também falhado. Em 1187 as forças muçulmanas de Saladin retomaram Jerusalém, então uma Terceira Cruzada (1187-91) tentou ganhá-la de volta. Estes cruzados fizeram manobras para capturar as cidades de Acre e Jafa, bem como a ilha de Chipre, e negociaram acesso a Jerusalém para os cristãos. Mais tarde os cruzados voltaram sua atenção para o Egito, o centro do poder muçulmano.

A Quarta (1198-1204), a Quinta (1217-21) e a Sétima (1248-50) Cruzadas foram dirigidas ao Egito na esperança de que uma vitória lá proporcionasse negociação de poder pelo controle de Jerusalém e a Terra Santa. A Quinta e Sétima Cruzadas foram parcialmente bem sucedidas, capturando a cidade de Damietta no Egito, mas não tiveram efeitos de longo prazo.

A Quarta Cruzada, no entanto, foi uma catástrofe desenfreada que nunca atingiu o Egito e aparentemente trouxe mais prejuízos aos cristãos do que se sabe. Para a Quarta Cruzada, ficou decidido que os cruzados contratariam os venezianos para transportá-los ao Egito. Uma grande parte deles, no entanto, resolveu partir diretamente da França e os que chegaram a Veneza não foram capazes de seguir as exigências do acordo. Os venezianos ofereceram uma alternativa. Os cruzados conquistariam Zara, uma cidade cristã que era do interesse dos venezianos. Contra sua vontade os cruzados o fizeram e foram excomungados pelo papa. Nesse tempo Alexius IV, filho do imperador anterior do império oriental (bizantino) ansiava por ver seu pai de volta no trono de Constantinopla. Ele prometeu pagar aos cruzados para fazerem isso e disse que iria financiar a próxima incursão deles à Palestina e trazer a igreja oriental de volta para o domínio de Roma. O papa proibiu esse ataque também, mas os cruzados prosseguiram.
Depois que realizaram com sucesso essa tarefa, ficou claro que Alexius não lhes pagaria. Então foi assassinado por um líder local, que se opunha às manobras do grupo ocidental. Nesse ponto os cruzados decidiram conquistar a cidade por si próprios. Saquearam e incendiaram Constantinopla e instalaram um novo imperador ocidental. O papa, percebendo a importância do controle ocidental em Constantinopla, acabou com a perseguição a esses cruzados e suspendeu a obrigatoriedade de lutarem no Egito. Constantinopla nunca se recuperou dessa batalha e mais tarde foi tomada pelos turcos; o relacionamento entre as igrejas oriental e ocidental azedou ainda mais.

Durante a Quinta Cruzada um outro movimento começou a tomar forma. São Francisco de Assis cruzou as linhas de batalha durante o cerco dos cruzados à fortaleza muçulmana em Damietta. Embora vencido pelos guardas, foi finalmente recebido gentilmente pelo sultão al-Kamil, o líder muçulmano. Essa interação se tornou a base de uma Província Franciscana na Terra Santa.
A Sexta Cruzada (1228-29) se concentrou em Jerusalém novamente e foi única na medida em que terminou com uma solução diplomática. O Santo Imperador romano Frederico II conseguiu renegociar o acesso cristão à cidade, embora os muçulmanos retivessem o controle do monte do Templo, sendo mais tarde excomungados pelo Papa Gregório IX por fracassar na obtenção de uma solução militar.

A Oitava e última Cruzada (1267-72), como a sétima, foi dirigida pelo Rei Luís IX. Os baluartes cristãos na Palestina estavam sob forte pressão e muitos deles tinham caído. Pleiteavam ajuda da Europa. Luís partiu para ajudá-los, mas foi de alguma forma desviado para Túnis, fracassou em obter qualquer resultado na Palestina. Luís morreu em Túnis e os cristãos ocidentais se renderam e foram expulsos da Terra Santa.

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