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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CURA

CURA

A Bíblia descreve Deus como aquele que cura seu povo. Ele pode nos fazer sentir bem quando estamos doentes. Mais importante, Ele também nos cura do pecado. Nossa natureza pecadora nos separa de Deus porque escolhemos desobedecê-lo. Deus cura nosso relacionamento com Ele quando cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador. Ele perdoa nossos pecados e nos dá vida eterna quando morremos. Jesus deu esta mesma mensagem quando curou alguém que amava. As curas chamavam a atenção das pessoas de tal forma que lhes podia falar sobre o meio de salvação.
CURA NO VELHO TESTAMENTO
O Velho Testamento proporciona o cenário próprio para uma compreensão cristã do conceito de cura. No Velho Testamento, Deus é aquele que cura seu povo. Em Êxodo 15:22-26, depois que livrou seu povo do Egito, Deus o guiou através do mar e adoçou a água em Mara; Ele falou de si mesmo como "o que sara". Isso se refere primeiramente a sustento físico, mas aponta para um quadro maior também. Vemos Deus sustentando o povo numa relação eterna consigo mesmo.

De maneira similar, Deuteronômio 32:39 fala de Deus como o que cura. O contexto em Deuteronômio sugere que o seu poder de cura deriva do fato de que Deus é Deus. Este conceito de Deus ecoa através do Velho Testamento pelos salmistas (Salmo 6:2; Salmo 41:4; Salmo 103:3) e pelos profetas (Isaías 19:22; Jeremias 17:14; Oséias 7:1; Zacarias 11:16).

JESUS, O QUE CURA: RELATOS DOS EVANGELHOS
RELATO DE MARCOS

De maneira significativa, o Novo Testamento enfatiza Jesus como aquele que cura. Marcos o retrata como mestre e fazendo curas na abertura de seu relato do ministério de Jesus em Cafarnaum com a cura do endemoninhado, da sogra de Pedro, do doente que lhe foi trazido à noite e do leproso (Marcos 1:21-45).

De fato, curar doença e expulsar demônios caracterizam o ministério de Jesus. Marcos apresenta em rápida sequência Jesus curando o paralítico (Marcos 2:1-12), o homem com a mão mirrada (Marcos 3:1-6), a multidão à beira do mar (Marcos 3:7-12), o endemoninhado gadareno (Marcos 5:1-20), a mulher hemorrágica e a filha de Jairo (Marcos 5:21-43).

Jesus convocou os Doze para proclamar o arrependimento, expulsar demônios e curar os enfermos (Marcos 6:7-13). Ele mesmo continuou a curar em Genesaré (Marcos 6:53-56), expulsou o espírito imundo da filha da mulher siro-fenícia (Marcos 7:24-30), curou o homem surdo e mudo (Marcos 7: 31-37), o homem cego de Betsaida (Marcos 8:22-26), o menino possuído de um espírito maligno (Marcos 9:14-20) e o cego Bartimeu (Marcos 10:46-52).

De certo que a cura é um aspecto importante do ministério de Jesus. As curas não só expressavam sua compaixão por aqueles que sofriam mas também se constituíam uma revelação da Sua pessoa. Por exemplo, Jesus curou o paralítico "para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados" (Marcos 2:10).

 Também parece que Marcos quis que seus leitores entendessem que a cura do homem surdo e mudo (Marcos 7:31-37) e do cego de Betsaida (Marcos 8:22-26) simbolizam o despertamento do entendimento espiritual dos discípulos sobre quem Jesus é.
Marcos colocou a cura de Bartimeu (Marcos 10:46-52) imediatamente depois do terceiro anúncio de Jesus sobre sua morte que se aproximava (Marcos 10:32-34) e do terceiro fracasso dos discípulos em entenderem que o fato de ser Ele o Messias acarretava a necessidade de sofrimento (Marcos 10:35-45).

 Com muita frequência Deus deve ter sentido que seu povo "simplesmente não entendia isso". No entanto, com amorosa compaixão, Ele continua a revelar exatamente quem é. Sim, ele é o que cura. No entanto sofrimento faz parte igualmente do seu plano. Se Deus escolhe não nos livrar completamente do sofrimento, podemos confiar que Ele nos verá através dele por sua graça.

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