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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DIÁSPORA DOS JUDEUS

DIÁSPORA DOS JUDEUS

A Diáspora se refere à dispersão do povo judeu de Israel para outras terras. Isto ocorreu porque os judeus foram obrigados a deixar sua terra natal devido a guerras, cativeiro ou outras perseguições. Esse fato também é conhecido como Dispersão. A palavra significa semeadura ou dispersão e também exílio. Ela ocorre duas vezes no Novo Testamento (Tiago 1:1; I Pedro 1:1), ambas se referindo a judeus cristãos vivendo fora da Palestina como resultado de várias dispersões na História de Israel. Algumas vezes Diáspora se refere ao povo exilado, outras vezes ao local do exílio.
MAIORES DIÁSPORAS

Do fim do oitavo século AC em diante, a história dos judeus foi marcada por diversas grandes dispersões.
DIÁSPORA DO REINO DO NORTE

Depois da morte de Salomão, seu reino se dividiu em dois. O reino do norte de Israel mergulhou na idolatria e imoralidade (II Reis 17:14-18). Jeroboão, o primeiro rei do Israel dividido, estabeleceu um padrão de abandono da fé. O Velho Testamento lembra sempre que os reis subseqüentes "não se apartaram dos pecados de Jeroboão" (10:31; 13:11; 14:24; 15:9, 18,24,28, 29). A Assíria conquistou o reino do Norte em 722 AC. Mais de 27.000 israelitas foram levados para o exílio, como tinha sido predito (II Reis 17:23). Estabeleceram-se em cidades próximas ao Rio Eufrates e na terra dos Medas, regiões da antiga Ásia. Por sua vez, os assírios das cidades circunvizinhas à Babilônia colonizaram Israel (17: 6,24).

DIÁSPORA DO REINO DO SUL

O reino do sul de Judá foi exilado para o leste, na Babilônia, e para o sul, no Egito. Nabucodonozor, rei da Babilônia, capturou os judeus em diversas viagens de 605 AC até a queda de Jerusalém em 596 AC. A primeira expedição à Babilônia tomou os tesouros do templo e do palácio. Isso incluía "seus príncipes, todos os homens valentes, e todos os artífices e ferreiros, ao todo dez mil; ninguém ficou senão o povo pobre da terra" (II Reis 24: 12-14; II Crônicas 36:10; Jeremias 52:29-30). Um ano depois uma segunda expedição atacou o rebelde rei judeu Zedequias e seus filhos (II Reis 25: 1, 6-7; Jeremias 52: 4-11). No 19° ano do reinado de Nabucodonozor, a Babilônia atacou Judá novamente. Nessa época o templo e o palácio do rei foram destruídos, e os muros da cidade derrubados. Com exceção das pessoas mais pobres, todos foram levados cativos (II Reis 25:8-21; Jeremias 52:12-16).

No século VI AC, Joanã, um judeu, pensou que podia escapar de Nabucodonozor fugindo para o Egito. Ele obrigou Jeremias e um grupo de judeus a irem com ele. Fixaram-se em
Migdol, Tafnes e Mênfis. Contudo, os babilônios os perseguiram e dominaram o Egito. Muitos judeus foram executados lá (Jeremias 43:5-44:30). Registros de posse de propriedades e um altar sugerem que uns poucos sobreviventes do exílio estabeleceram colônias permanentes no Egito (Isaías 19:18-19).

OUTRAS DIÁSPORAS
O rei egípcio Ptolemy I (323-285 AC) capturou muitos judeus e os levou para o Egito por volta de 300 AC. Esses exilados povoaram Alexandria. Depois disso, a cidade ficou famosa como um centro de erudição tanto grego quanto judeu. Grandes grupos de judeus foram também enviados da Babilônia para a Frígia e Lídia por Antíoco III (o Grande) da Síria (223 - 187 AC). Os romanos enviaram um grupo considerável de judeus para Roma. O general romano Pompeu tomou muitos deles como escravos no primeiro século AC.

Os judeus se espalharam amplamente. No livro de Atos, Lucas listou visitantes de Jerusalém: partos, medas, elamitas, povos da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto, a província da Ásia, Frígia, Panfília e Egito. A relação ainda incluía as regiões da Líbia na direção de Cirene, visitantes de Roma (tanto judeus como convertidos ao judaísmo), cretas e árabes (Atos 2:9-11). Aqueles judeus "da Diáspora" estavam em Jerusalém para celebrar a Festa de Pentecostes.

Outras comunidades judaicas se localizaram nas cidades da Macedônia visitadas pelo apóstolo Paulo. Nas suas viagens missionárias visitou judeus em Tessalônica, Beréia e Corinto (Atos 17:1, 10; 18:2-4). Por volta de 50 DC, Cláudio, imperador romano, ordenou que todos os judeus saíssem de Roma (18:2). Estima-se que na época do nascimento de Jesus havia na Palestina de quatro a seis milhões de judeus. A população dispersa era muitas vezes maior do que a da Palestina. Comunidades com mais de um milhão floresciam na Ásia Menor, Mesopotâmia e Alexandria. Hoje, mesmo com uma nação constituída, o número de judeus que vivem fora de Israel é superior ao dos que vivem lá.
A despeito da sua dispersão, judeus de várias diásporas mantêm uma união básica com os judeus palestinos através de várias práticas.

1. As grandes festas nacionais - Páscoa, Colheita e Tabernáculos (Êxodo 23:12-17; Deuteronômio 16: 1-17) - continuaram a ser observadas por todo o mundo.
2. A taxa usada para a manutenção do templo (Êxodo 30:11-16) foi coletada em comunidades judaicas estrangeiras mesmo depois que o templo foi destruído.
3. Os judeus de todo o mundo reconheceram a autoridade do Sinédrio (o conselho religioso judaico) sobre eles.

ASPECTOS POSITIVOS

No exílio os judeus procuraram abandonar a adoração de ídolos que os havia afastado de Deus. O exílio os levou a fundar sinagogas como lugares para adoração e instrução. Os judeus de Alexandria, Egito, traduziram o Velho Testamento para o grego, naquele tempo a língua internacional.
Do ponto de vista cristão, a rede de comunidades judaicas dispersas teve um significado especial. Elas proporcionaram bases importantes para a expansão do Cristianismo para o mundo gentio que as cercava. Assim, Deus usou as dispersões para trazer o Evangelho aos gentios (Romanos 1:11-15; I Coríntios 10:11-12).

Finalmente, as artes, ciências e humanidades foram grandemente enriquecidas pelos judeus espalhados pela cultura ocidental. Poucos povos suportaram tantos prejuízos étnicos como os judeus. Contudo deram ao mundo recompensas culturais e excelência em muitas áreas. A igreja de Jesus Cristo se tornou um "novo Israel" e uma "raça eleita" (I Pedro 2:9). Mas o testemunho da história e da Escritura indica que Deus ainda tem um único interesse nos judeus.

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