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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EDOM


EDOM

Edom fica num planalto ao sul e sudeste do Mar Morto na Palestina. Os edomitas são os descendentes de Edom que se estabeleceram lá. Edom significa vermelho e denota tanto o nome da terra como o nome de Esaú, filho de Isaque, que trocou um cozido avermelhado pelo direito de primogenitura. O nome de Esaú foi mudado para Edom nessa época (Gênesis 25:30). A nação de Edom era também conhecida como Seir (Gênesis 36:8).

GEOGRAFIA
O limite norte de Edom era o Wadi Zered, o "ribeiro dos salgueiros" (Isaías 15:7). Em algum ponto de sua história geológica a região assumiu uma altura considerável e penhascos de areia vermelha escura ficaram expostos pelo lado ocidental. Lá a terra cai abruptamente para o Arabah, a extremidade sul da profunda depressão em que estão o Mar Morto e o Vale do Jordão. O planalto de Edom se eleva a mais de 152m.

A leste, a encosta íngreme não tem menos que 122m, exceto ao norte. O deserto fica além e se estende para leste. A oeste, a terra se precipita num declive acentuado para o Arabah. O limite oeste de Edom variava de tempos em tempos. Era relativamente fácil acessar o sul de Judá nessa área e ataques edomitas a Judá aconteciam com freqüência.

A terra de Edom era no seu todo inóspita, embora houvesse áreas a nordeste que serviam para a agricultura. Lá manadas de animais podiam pastar. No entanto, a riqueza de Edom se originava no comércio das caravanas que vinham do sul e traziam mercadoria da índia e sul da Arábia para a costa do Mediterrâneo e Egito. A importante Estrada dos Reis (Números 21:22) passava por Edom em direção ao norte.

HISTÓRIA
Biblicamente, o nome Edom não aparece na genealogia de Gênesis 10. Ele aparece pela primeira vez na estória de Esaú em Gênesis 25:30. Esaú foi chamado Edom por causa da cor vermelha da sopa de legumes com que vendeu sua primogenitura a seu irmão Jacó. Em Gênesis 36 há referência a um reino edomita anterior ao aparecimento do reino israelita, embora seja possível que os chefes de Edom fossem chefes tribais ou que não pertencessem a dinastias como os juízes israelitas.

Parece que a terra foi ocupada principalmente por povos seminômades. Depois, assentamentos permanentes começaram a aparecer. O cântico de Moisés em Êxodo 15 se refere aos "príncipes de Edom". No tempo do Êxodo parece ter havido um reino de Edom (Números 20:14). Os israelitas contornaram Edom em sua viagem para a Terra prometida (Juízes 5:4).

No tempo do surgimento da monarquia israelita, Saul teve vitória sobre Edom (I Samuel 14:47). Doegue, o edomita, era o chefe dos pastores de Saul (I Samuel 21:7). No início do século X AC, Davi derrotou Edom no Vale do Sal e matou muitos edomitas (II Samuel 8:13). Depois disso, Davi colocou guarnições em Edom e subjugou-a (II Samuel 8:14). Não se sabe se Davi viu nesse povo uma ameaça militar ou se estava interessado nas minas de cobre que havia na terra e na riqueza potencial que escoaria com a passagem das caravanas através de Edom. As vitórias de Davi resultaram na fuga de um certo Hadade, que era "da casa real de Edom", para o Egito (I Reis 11:14-17), onde se casou com uma mulher da família real egípcia (I Reis 11:18-20). Quando Davi morreu, Hadade retornou a Edom, tornando-se rei. Isso parece significar que uma monarquia se desenvolveu em Edom no tempo de Davi. Salomão continuou a exercer influência sobre Edom.

Uma longa história de inimizade existiu entre Judá e Edom e vários homens de Deus profetizaram contra ela incluindo Isaías (11:14), Ezequiel (32:39), Joel (3:19); Amós (1: 11-12) e Malaquias (1:2-4). No século VI AC, Edom entrou num período de declínio e diversas cidades foram abandonadas.

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