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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CYRIL E METHODIUS

CYRIL E METHODIUS
(826–869)
(815–885)

Dois irmãos que foram "apóstolos dos eslavos"
Bem cedo Cyril aceitou um convite para uma bolsa de estudo e recebeu instrução do patriarca Photius em Constantinopla. Cyril foi ordenado, entrou num monatério, e começou a ensinar filosofia em Constantinopla.

Quando foi enviado numa missão para a Criméia, sul da Rússia, levou consigo seu irmão Methodius. Embora aquela missão tenha resultado em algumas profissões ao Cristianismo, não deixou bases muito duráveis naquele tempo. Mais tarde, o Príncipe Ratislav, da Morávia, reagindo à infiltração política, cultural e religiosa ocidental, solicitou missionários de Constantinopla. Cyril e Methodius foram enviados.
Cyril criou um alfabeto, colocou a língua eslava sob forma escrita pela primeira vez e depois traduziu as Escrituras. Assim, seu trabalho envolveu tanto evangelização quanto instrução. Como resultado de conflito com o clero ocidental, os missionários foram chamados a Roma. O papa, no entanto, deu sua aprovação ao trabalho deles e tornou Cyril um bispo.
Cyril morreu logo depois e foi enterrado em Roma. O Príncipe de Pannonia (norte da Iugoslávia) então buscava a ajuda de Methodius, que deixara Roma e se tornou arcebispo de Sirmium (próximo à moderna Belgrado).

De lá seu trabalho se espalhou para outras regiões, incluindo a Boêmia, novamente com a oposição do clero ocidental - embora seus esforços tenham sido aceitos pelo papa e pelo povo. Assim, Cyril e Methodius estabeleceram as bases da igreja na Europa Eslava.

CYPRIAN (THASCIUS CAECILIUS CYPRIANUS)

CYPRIAN (THASCIUS CAECILIUS CYPRIANUS)

(200–258) padre da igreja primitiva; bispo de Cartago, norte da África
Cipriano, filho de pais ricos pagãos de Cartago, foi instruído em retórica e provavelmente leis. Sua conversão ao Cristianismo, que se deu tarde na vida (246), foi descrita no seu tratado "To Donatus". Cerca de dois anos depois de sua conversão, foi eleito bispo de Cartago, a maior igreja da África.
Durante a perseguição de Décio, imperador romano (250-251), Cipriano se escondeu próximo à cidade e continuou a conduzir os trabalhos da igreja. Na ausência do bispo, entretanto, aqueles que "escorregaram" (isto é, fizeram sacrifícios aos deuses pagãos) durante a perseguição foram facilmente readmitidos na igreja dos "confessores", aqueles sobreviventes firmes que tinham confessado a Jesus diante dos oficiais romanos, mas não sofreram o martírio.

CUZA

CUZA

PROCURADOR de Herodes, o TETRARCA.

Sua esposa, junto com outras mulheres piedosas, supria com suas posses as necessidades de Jesus e dos apóstolos (Lc 8.3).

CURSO

CURSO

1) Movimento numa direção (Sl 19.6, RC).

2) Maneira de viver (Ef 2.2).

3) “Dar livre curso” quer dizer “deixar correr à vontade” (Sl 78.50, RA).

CURA

CURA

A Bíblia descreve Deus como aquele que cura seu povo. Ele pode nos fazer sentir bem quando estamos doentes. Mais importante, Ele também nos cura do pecado. Nossa natureza pecadora nos separa de Deus porque escolhemos desobedecê-lo. Deus cura nosso relacionamento com Ele quando cremos em Jesus Cristo como nosso Salvador. Ele perdoa nossos pecados e nos dá vida eterna quando morremos. Jesus deu esta mesma mensagem quando curou alguém que amava. As curas chamavam a atenção das pessoas de tal forma que lhes podia falar sobre o meio de salvação.
CURA NO VELHO TESTAMENTO
O Velho Testamento proporciona o cenário próprio para uma compreensão cristã do conceito de cura. No Velho Testamento, Deus é aquele que cura seu povo. Em Êxodo 15:22-26, depois que livrou seu povo do Egito, Deus o guiou através do mar e adoçou a água em Mara; Ele falou de si mesmo como "o que sara". Isso se refere primeiramente a sustento físico, mas aponta para um quadro maior também. Vemos Deus sustentando o povo numa relação eterna consigo mesmo.

De maneira similar, Deuteronômio 32:39 fala de Deus como o que cura. O contexto em Deuteronômio sugere que o seu poder de cura deriva do fato de que Deus é Deus. Este conceito de Deus ecoa através do Velho Testamento pelos salmistas (Salmo 6:2; Salmo 41:4; Salmo 103:3) e pelos profetas (Isaías 19:22; Jeremias 17:14; Oséias 7:1; Zacarias 11:16).

JESUS, O QUE CURA: RELATOS DOS EVANGELHOS
RELATO DE MARCOS

De maneira significativa, o Novo Testamento enfatiza Jesus como aquele que cura. Marcos o retrata como mestre e fazendo curas na abertura de seu relato do ministério de Jesus em Cafarnaum com a cura do endemoninhado, da sogra de Pedro, do doente que lhe foi trazido à noite e do leproso (Marcos 1:21-45).

De fato, curar doença e expulsar demônios caracterizam o ministério de Jesus. Marcos apresenta em rápida sequência Jesus curando o paralítico (Marcos 2:1-12), o homem com a mão mirrada (Marcos 3:1-6), a multidão à beira do mar (Marcos 3:7-12), o endemoninhado gadareno (Marcos 5:1-20), a mulher hemorrágica e a filha de Jairo (Marcos 5:21-43).

Jesus convocou os Doze para proclamar o arrependimento, expulsar demônios e curar os enfermos (Marcos 6:7-13). Ele mesmo continuou a curar em Genesaré (Marcos 6:53-56), expulsou o espírito imundo da filha da mulher siro-fenícia (Marcos 7:24-30), curou o homem surdo e mudo (Marcos 7: 31-37), o homem cego de Betsaida (Marcos 8:22-26), o menino possuído de um espírito maligno (Marcos 9:14-20) e o cego Bartimeu (Marcos 10:46-52).

De certo que a cura é um aspecto importante do ministério de Jesus. As curas não só expressavam sua compaixão por aqueles que sofriam mas também se constituíam uma revelação da Sua pessoa. Por exemplo, Jesus curou o paralítico "para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados" (Marcos 2:10).

 Também parece que Marcos quis que seus leitores entendessem que a cura do homem surdo e mudo (Marcos 7:31-37) e do cego de Betsaida (Marcos 8:22-26) simbolizam o despertamento do entendimento espiritual dos discípulos sobre quem Jesus é.
Marcos colocou a cura de Bartimeu (Marcos 10:46-52) imediatamente depois do terceiro anúncio de Jesus sobre sua morte que se aproximava (Marcos 10:32-34) e do terceiro fracasso dos discípulos em entenderem que o fato de ser Ele o Messias acarretava a necessidade de sofrimento (Marcos 10:35-45).

 Com muita frequência Deus deve ter sentido que seu povo "simplesmente não entendia isso". No entanto, com amorosa compaixão, Ele continua a revelar exatamente quem é. Sim, ele é o que cura. No entanto sofrimento faz parte igualmente do seu plano. Se Deus escolhe não nos livrar completamente do sofrimento, podemos confiar que Ele nos verá através dele por sua graça.

CUMPRIR

CUMPRIR

1) Realizar (Is 44.28; Mt 3.15; 2Tm 4.5).

2) Obedecer (Mt 5.19, RC).

3) Completar; atingir (Mt 5.17-18).

4) Ser necessário (Mt 25.27, RA).

CULPA

CULPA

Violação da lei pela qual a pessoa se torna merecedora de castigo (Jó 13.26; 1Ts 3.13, RA).

Toda a humanidade é culpada de pecado (Rm 3.9-20). Há graus de culpa (Lc 12.47-48).

CUIDAR

CUIDAR

1) Tomar conta (Sl 40.17).

2) Imaginar (Gn 48.11; Lc 13.4).

3) Ter o cuidado de (Dt 15.5).

4) Planejar (Pv 24.8).

5) Procurar (Dn 7.25).

6) Preocupar-se (Mt 10.19, RA).

7) Dar atenção (1Co 7.32).

CUCO

CUCO

Levítico 11:16 e Deuteronômio 14:15 se referem ao cuco. A ave age como um parasita, colocando ovos no ninho de outra espécie depois de empurrar para fora o ovo de seu hospedeiro.

O filhote de cuco nasce antes do filhote da ave hospedeira e o expulsa. Os pais adotivos o criam como se fosse a sua própria ninhada. Comedor de insetos, o cuco é considerado impuro nas Escrituras.

Alguns acreditam que o termo hebraico significa gaivota em vez de cuco. Gaivotas, andorinhas-do-mar e petréis são comuns nas praias e lagos da Terra Santa. Outros acham que se refere a coruja.

CRUZAR

CRUZAR

1) Passar em diversas direções (Na 2.4, RA).

2) Pôr em forma de cruz (Gn 48.14, RA).

3) “Cruzar os braços” quer dizer “ficar sem fazer nada” (Ec 4.5, RA).

CRUZADAS

CRUZADAS

Por quase dois séculos, a partir de 1095, os exércitos da Cristandade lutaram com os muçulmanos por causa do controle do território bíblico. Oito ataques se tornaram conhecidos como as Cruzadas, do Latim "cruz".

VISÃO GERAL

As igrejas orientais e ocidentais estão separadas desde o quarto século. A igreja oriental, baseada em Constantinopla, desenvolveu diferentes estilos, estruturas e doutrinas da igreja romana. O cisma se oficializou em 1054 e o Papa excomungou até o chefe da igreja oriental. Mas, uma geração mais tarde, um papa diferente, Urbano II, recebeu uma mensagem urgente de um líder oriental diferente, o Imperador Alexis. Os exércitos muçulmanos estavam ameaçando Constantinopla.

Urbano anteviu que poderia ser vitorioso dado a uma série de fatores. A igreja ocidental estava enfraquecida por lutas internas, mas essa era uma oportunidade em que poderia se unir por uma causa comum. Os muçulmanos dominaram a Palestina por séculos e ainda tinham bases no sul da Espanha. Talvez fosse tempo de expulsá-los. Um esforço militar poderia também ajudar a trazer a igreja oriental para o domínio de Roma.

O Conselho de Clermont foi convocado e o Papa Urbano fez uma convocação maior, chamando os muçulmanos "uma raça maldita" que havia "invadido as terras dos cristãos". Ele os incitou a "arrancar aquela terra da raça malvada e dominá-la". A uma voz o povo gritou "Deus deseja isto!"
O próximo passo foi ajuntar um exército; assim, Urbano enviou soldados de toda a Europa. Toda sorte de bênçãos espirituais foi prometida aos cruzados - incluindo perdão de pecados e redução do tempo no purgatório. Muitos marcharam em frente, alguns sem um desejo genuíno de servir a Deus ganhando de volta a Terra Santa, outros sem dúvida com uma cobiça de glória, aventura ou despojos de guerra.
AS OITO CRUZADAS

Assim a Primeira Cruzada se iniciou, parando em Constantinopla, sitiando e tomando Antioquia e avançando em direção a Jerusalém. Incendiado pelo fervor, mas infelizmente com pouco discernimento, esse exército arrasou tudo e todos em seu caminho - muçulmanos, judeus e algumas vezes até cristãos orientais. Jerusalém era bem protegida, mas os cruzados lutaram bastante, tomando a cidade após um curto cerco.

 Os inimigos foram massacrados e os santuários cristãos restaurados. Os exércitos da Primeira Cruzada voltaram para casa em 1099, maltratados mas orgulhosos de suas realizações. Os dois séculos seguintes viram muitos conflitos sangrentos entre os exércitos muçulmanos e os cruzados. Em 1144 os muçulmanos tomaram a fortaleza cristã em Edessa, logo a Segunda Cruzada (1145-48) tentou libertar aquela cidade, mas fracassou e então se virou para capturar Damasco, tendo também falhado. Em 1187 as forças muçulmanas de Saladin retomaram Jerusalém, então uma Terceira Cruzada (1187-91) tentou ganhá-la de volta. Estes cruzados fizeram manobras para capturar as cidades de Acre e Jafa, bem como a ilha de Chipre, e negociaram acesso a Jerusalém para os cristãos. Mais tarde os cruzados voltaram sua atenção para o Egito, o centro do poder muçulmano.

A Quarta (1198-1204), a Quinta (1217-21) e a Sétima (1248-50) Cruzadas foram dirigidas ao Egito na esperança de que uma vitória lá proporcionasse negociação de poder pelo controle de Jerusalém e a Terra Santa. A Quinta e Sétima Cruzadas foram parcialmente bem sucedidas, capturando a cidade de Damietta no Egito, mas não tiveram efeitos de longo prazo.

A Quarta Cruzada, no entanto, foi uma catástrofe desenfreada que nunca atingiu o Egito e aparentemente trouxe mais prejuízos aos cristãos do que se sabe. Para a Quarta Cruzada, ficou decidido que os cruzados contratariam os venezianos para transportá-los ao Egito. Uma grande parte deles, no entanto, resolveu partir diretamente da França e os que chegaram a Veneza não foram capazes de seguir as exigências do acordo. Os venezianos ofereceram uma alternativa. Os cruzados conquistariam Zara, uma cidade cristã que era do interesse dos venezianos. Contra sua vontade os cruzados o fizeram e foram excomungados pelo papa. Nesse tempo Alexius IV, filho do imperador anterior do império oriental (bizantino) ansiava por ver seu pai de volta no trono de Constantinopla. Ele prometeu pagar aos cruzados para fazerem isso e disse que iria financiar a próxima incursão deles à Palestina e trazer a igreja oriental de volta para o domínio de Roma. O papa proibiu esse ataque também, mas os cruzados prosseguiram.
Depois que realizaram com sucesso essa tarefa, ficou claro que Alexius não lhes pagaria. Então foi assassinado por um líder local, que se opunha às manobras do grupo ocidental. Nesse ponto os cruzados decidiram conquistar a cidade por si próprios. Saquearam e incendiaram Constantinopla e instalaram um novo imperador ocidental. O papa, percebendo a importância do controle ocidental em Constantinopla, acabou com a perseguição a esses cruzados e suspendeu a obrigatoriedade de lutarem no Egito. Constantinopla nunca se recuperou dessa batalha e mais tarde foi tomada pelos turcos; o relacionamento entre as igrejas oriental e ocidental azedou ainda mais.

Durante a Quinta Cruzada um outro movimento começou a tomar forma. São Francisco de Assis cruzou as linhas de batalha durante o cerco dos cruzados à fortaleza muçulmana em Damietta. Embora vencido pelos guardas, foi finalmente recebido gentilmente pelo sultão al-Kamil, o líder muçulmano. Essa interação se tornou a base de uma Província Franciscana na Terra Santa.
A Sexta Cruzada (1228-29) se concentrou em Jerusalém novamente e foi única na medida em que terminou com uma solução diplomática. O Santo Imperador romano Frederico II conseguiu renegociar o acesso cristão à cidade, embora os muçulmanos retivessem o controle do monte do Templo, sendo mais tarde excomungados pelo Papa Gregório IX por fracassar na obtenção de uma solução militar.

A Oitava e última Cruzada (1267-72), como a sétima, foi dirigida pelo Rei Luís IX. Os baluartes cristãos na Palestina estavam sob forte pressão e muitos deles tinham caído. Pleiteavam ajuda da Europa. Luís partiu para ajudá-los, mas foi de alguma forma desviado para Túnis, fracassou em obter qualquer resultado na Palestina. Luís morreu em Túnis e os cristãos ocidentais se renderam e foram expulsos da Terra Santa.

CRUZ

CRUZ

1) Antigo instrumento de tortura e morte, formado por duas vigas, uma atravessada na outra, em que eram pregados ou amarrados os condenados. As cruzes eram de três feitios: em forma de xis, ou de tê maiúsculo, ou de sinal de somar, sendo mais longa a viga que ficava enterrada (Mc 15.30).

2) A morte de Cristo na cruz (1Co 1.17; Gl 6.14).

3) Disposição de sofrer por Cristo até a morte (Mt 16.24).

CRUCIFICAÇÃO

CRUCIFICAÇÃO

VISÃO GERAL

A crucificação era um método de matar pessoas amplamente usado nos tempos primitivos. A vítima era pendurada numa cruz (geralmente feita de traves de madeira) e deixada lá até à morte. A crucificação era uma maneira cruel e dolorosa de morrer, considerada como a mais terrível forma de execução.

A crucificação de Jesus é a mais famosa na História. Jesus permitiu que os romanos o matassem porque assim se cumpria o plano de Deus, trazendo salvação aos pecadores. A morte de Jesus na cruz tornou possível a todos que crêem Nele serem perdoados de seus pecados e aceitos por Deus. O termo "cruz" é também usado na Bíblia de uma maneira simbólica. Jesus o usou para descrever o tipo de sacrifício que seus seguidores deveriam desejar. De forma semelhante, Paulo o usou para simbolizar a morte que ocorre quando um cristão se torna mais e mais semelhante a Cristo.

COMO OS GENTIOS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS
Bem antes de Jesus morrer, a crucificação era usada por muitos povos para punir criminosos e inimigos, sendo provavelmente os medas e persas os primeiros a praticá-la. Algumas vezes a pessoa era colocada no alto de uma tora pontiaguda fincada no chão. Noutras era pendurada numa cruz em forma de T ou na forma que a conhecemos hoje.

Os romanos costumavam açoitar severamente a vítima, que em seguida era obrigada a carregar a cruz até o lugar em que ocorreria a crucificação. Lá, era amarrada ou pregada nela, com os pregos atravessando seus pulsos. Levantava-se a cruz , fixando-a num poste vertical. Um cartaz descrevendo o crime era pendurado no seu pescoço ou pregado na cruz.

Seus calcanhares eram algumas vezes pregados no poste vertical e era colocado um pequeno assento ou suporte para os pés, para tornar o sofrimento mais longo. Essa forma de crucificação causava a morte por hemorragia ou asfixia e podia demorar vários dias. Quando queriam apressar a morte, os executores quebravam-lhe as pernas com um cacete. Depois da morte, seu corpo geralmente era deixado na cruz para apodrecer, embora algumas vezes fosse dado aos parentes para sepultá-lo.

COMO OS JUDEUS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS
A crucificação é mencionada poucas vezes no Velho Testamento. A Lei diz que se alguém fosse pendurado numa "árvore" (provavelmente numa cruz), o corpo tinha que ser removido antes do cair da noite.A vítima era considerada maldita por Deus e não era permitido que seu corpo contaminasse a terra (Deuteronômio 21:22-23, Gálatas 3:13). Em I Samuel 31: 9-10, lemos que os filisteus cortaram a cabeça do Rei Saul e penduraram seu corpo num muro. Dario, o rei persa, ameaçou pendurar num madeiro todo aquele que alterasse seus decretos (Esdras 6:11). Nos dias de Jesus, os judeus crucificavam as pessoas como os romanos.

A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

A Bíblia nos relata bastante sobre a morte de Jesus na cruz porque foi a razão principal de sua vinda à terra. Por causa de sua morte, seus seguidores podem ser aceitos por Deus. A crucificação e ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes registrados na Bíblia.
JESUS PREDIZ SUA MORTE

Em pelo menos três vezes, Jesus disse claramente a seus discípulos que seria morto (Marcos 8:31; 9:31; 10:33-34). Semelhantemente, o evangelho de João menciona três vezes sobre o Filho do Homem (Jesus) ser levantado (João 3;14; 8:28; 12: 32-33) - uma referência à crucificação. E Jesus fez alusão à sua morte nas referências aos assassinatos dos profetas (Mateus 23:29-30; Lucas 13:33), em algumas parábolas (Mateus 22: 1-4; Marcos 12: 1-10) e em seus ensinos sobre a aproximação dos sofrimentos de seus discípulos (Mateus 10: 24-28; Marcos 8: 34-35, João 15: 18-25). A morte de Jesus foi uma parte importante de sua mensagem suprema e Ele queria que o povo compreendesse seu significado.

Pelo menos quatro fatos podem ser aprendidos nos evangelhos sobre a crucificação de Jesus: a "Paixão" de Cristo - seu sofrimento e morte - era a principal parte do plano de Deus para salvar os pecadores; tanto os judeus quanto os romanos tiveram responsabilidade na morte de Jesus; Sua morte seria seguida por Sua ressurreição, o que provaria que tudo que ensinou era verdade; Sua morte era a maneira pela qual entraria na glória eterna.

COMO ACONTECEU A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

Esse relato pode ser lido em Marcos 14:43 - 15:41, Mateus 25: 47 - 27:44, Lucas 22:47 - 23:38) e João 18: 2 - 19: 30). Cada evangelista enfoca aspectos diferentes, complementando-se e abordando de maneira diversa o significado desse fato.
O SIGNIFICADO DA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO
A morte de Cristo e a ressurreição que se seguiu estão no centro da fé cristã. A crucificação é significativa tanto por causa da pessoa envolvida como pelo que se cumpria com aquela morte. Não é de surpreender, portanto, que os primeiros cristãos falassem incessantemente sobre a crucificação de Cristo.
Os apóstolos que escreveram as cartas do Novo Testamento descreveram a crucificação de Cristo como o cerne do plano de Deus para prover salvação aos pecadores (Gálatas 3:1). Não é somente um fato interessante do passado. A morte de Cristo é algo sobre o qual cada pessoa em qualquer tempo deve tomar uma decisão a respeito. A pergunta é: Você aceita o que Cristo fez na cruz por você, ou não? Dependendo de como a responde, seu destino eterno (céu ou inferno) pende na balança.

Paulo foi um dos que escreveu com freqüência sobre a crucificação e um aspecto que enfatizava era o poder da cruz. A crucificação era uma maneira humilhante de morte. Era ofensiva tanto para os gregos que amavam a filosofia quanto para os judeus que se concentravam em obedecer às leis religiosas. Mas a morte de Cristo pela crucificação era especial no sentido em que revelava o poder de Deus para ressuscitá-Lo dos mortos e remover a culpa dos pecadores (I Coríntios 1:17 - 2:5).
Paulo prosseguiu explicando como a crucificação é a chave para o relacionamento direto com Deus. Somos pecadores e o pecado deve ser punido. Mas Jesus tomou sobre si a culpa de nossos pecados e morreu em nosso lugar (Romanos 4:25). Na cruz Ele recebeu o castigo que nós merecemos.

Entretanto, quando nos comprometemos com Ele, uma mudança acontece porque recebemos a santidade de Cristo. Aos olhos de Deus nos tornamos perfeitos e podemos ser admitidos em Sua presença. Os teólogos usam palavras como "expiação", "redenção", propiciação" e "justificação" para descrever esse processo. Mas, crer em Cristo não é o fim da vida cristã. É mais do que isso. A morte de Cristo é vista como um modelo para a nossa conduta (Mateus 10:38; 16:24; Marcos 8:34; Lucas 9:23: 14:27). Como Jesus carregou sua cruz para o Calvário nas redondezas de Jerusalém, também devemos "carregar nossa cruz". Assim como Jesus morreu na cruz, assim cada um deve morrer para o seu ego.

Quando escolhemos seguir a Jesus, devemos desejar abandonar todo o lado pecador de nosso velho estilo de vida. Tornar-se cristão é como ser crucificado e ressuscitar, espiritualmente falando. Passamos a ter uma nova vida e não podemos voltar para a anterior. Morremos para a nossa velha pessoa. Paulo disse que o cristão é "crucificado com Cristo" e assim "não sou mais eu que vivo" (Gálatas 2:20).

CRÔNICAS, PRIMEIRO E SEGUNDO LIVROS DE

CRÔNICAS, PRIMEIRO E SEGUNDO LIVROS DE

Livros que repetem o que está contado nos livros de SAMUEL e REIS.

Em Crônicas lemos das desgraças que caíram sobre os reinos de Israel e de Judá; mas mesmo assim Deus manteve as promessas de abençoar o seu povo.

CROCODILO

CROCODILO

O crocodilo, o maior de todos os répteis existentes, pode medir mais de 6m. Seu corpo se assemelha ao de um grande lagarto que é sustentado por pernas curtas. A cabeça termina num focinho achatado armado com dentes fortes.

O crocodilo passa a maior parte do seu tempo na água onde se alimenta principalmente de peixes, mas também de aves aquáticas e pequenos animais que descem à beira d_água para bebê-la. É surpreendentemente ligeiro e ágil em solo seco, embora suas pernas sejam tão curtas que sua barriga e rabo se arrastam na terra formando um rastro distinto.

A descrição do "Leviatã" em Jó 41 parece ser baseada no crocodilo. O "dragão" de Ezequiel 29:3, usado figurativamente como o faraó egípcio, pode ser uma referência ao crocodilo.9036

CRISTO

CRISTO

Cristo, o título oficial dado a Jesus no Novo Testamtento , descreve Jesus como o ungido Salvador. A palavra vem do Grego Christos, que é a tradução do Hebraico Messias (João 1:41). Ambos os termos são originários do significado do verbo Òungir com óleo sagradoÓ, daí a expressão ÒO UngidoÓ.
Esses nomes dados a Jesus expressam a idéia que Deus ungiu Jesus para salvar o seu povo.
No Novo Testamento, o título é usado em combinação com o seu nome de nascimento, ÒJesus CristoÓ (Mateus 1:1; Marcos 1:1; Romanos 1:4), ÒCristo JesusÓ (Romanos 1:1; 1 Coríntios 1:1), com o artigo ÒOÓ (Romanos 7:4), ou com outro título ÒSenhorÓ (Romanos 16:18). É tambem usado como um nome substituto ou título para Jesus, a única palavra a ser usada dessa maneira (João 20:31; Romanos 15:3; Hebreus 3:6;5:5 ; 1 Pedro 1:11, 19).

Os Evangelhos retratam Jesus modestamente aceitanso o título e papel de Messias. Em seu batistmo, ele foi ÒungidoÓ para o ministério, sendo cheio do Espírito e como um selo de aprovação dado por Deus para começar o seu minisatério (Mateus 3:16-4:17). O próprio João Batista negou ser o ÒUngidoÓ mas identificou Jesus como ÒO CristoÓ (João 1:20; Lucas 3:14-17). Os primeiros discículos seguiram a Jesus porque sabiam que ele era o Messias (João 1:41).

Os demônios reconheceram Jesus como Òo Santo [ungido] de DeusÓ (Marcos 1:24; compare com Mateus 8:29). As multidões seguiram-no como a um Profeta, como o novo Moisés (João 6:14, 32), mas desertaram-no quando entenderam que o seu reino era espiritual, e não político (João 6:66). Os Doze Discípulos permaneceram leais, dizendo, ÒE nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviouÓ (João 6:69). Como Pedro assim declarou, ÒO senhor é o Messias, o Filho do Deus vivoÓ (Mateus 16:16). Em seu julgamento, o fator decisivo para a condenação de Jesus foi a sua declaração de que ele era o Cristo (Mateus 26:63-64, 26:68; 27:11, 27:17, 27:22, 27:37).

A principal mensagem dos cristãos primitivos era que Jesus era o Cristo (Atos 2:36; Atos 3:18-20; Atos 9:22; Atos 28:23, 31). Esse ainda permance como o elemento básico da confissão da fé cristã (1 Coríntios 1:23; 1 João 5:1), a afirmação de que Jeus cumpriu perfeitamente o seu papel como o ungido profeta, sacerdote e Rei como um servo de Deus para o seu povo (Lucas 7:16; 1 Coríntios 15:25; Hebreus 7:22-28; Apocalipse 19:16).

CRISTÃOS

CRISTÃOS

Este nome é dado aos seguidores de Jesus Cristo (Atos 11:26). Quando o movimento cristão alcançou Antioquia na Síria, o Evangelho foi pregado tanto aos gentios quanto aos judeus. Esse evangelismo marcou o movimento como sendo mais do que um tipo de judaísmo; era uma nova religião.

Os gentios de Antioquia inventaram um nome para o novo grupo. Uma vez que os membros do grupo falavam constantemente sobre Cristo, foram chamados de cristãos, significando os "familiares" ou "adeptos" de Cristo.

 Parece que esse nome continha alguma conotação de sátira. Por exemplo, uma vez que os "Augustinianos" eram um grupo organizado que liderava a adoração pública ao imperador Nero Augusto, os cidadãos de Antioquia podem ter criado um nome latinizado originado do nome Cristo como brincadeira.

Grupos similares incluem os adeptos de Herodes, os Herodianos. "Cristo" era um nome incomum e sem significado para os gentios, mas Cresto (significando "bom" ou "gentil") era um nome comum; alguns pagãos chamavam 0 novo grupo de "crestãos". Assim, Suetônio escreveu sobre os judeus sendo expulsos de Roma no ano 49 DC por causa de "Cresto".

Parece que os próprios cristãos não gostavam do nome, mas como muitos outros apelidos, "cristão" pegou. Aparece somente três vezes no Novo Testamento grego: Atos 11:26 descreve sua origem; 26:28 registra Herodes Agripa II falando sarcasticamente para Paulo "Por pouco me persuades a me fazer cristão!"; I Pedro 4:16 instrui os fiéis a não se envergonharem se viessem a sofrer por causa do nome que lhes tinha sido dado.

Nenhum registro desse nome aparece até o século II, quando Inácio de Antioquia se tornou o primeiro cristão a chamar os fiéis de cristãos. Plínio, governador romano (da região à qual a primeira carta de Pedro foi endereçada) escreveu para o imperador Trajano sobre pessoas acusadas de serem cristãs na sua côrte. Daquele tempo em diante, o apelido se tornou popular entre os cristãos.

CRIANÇAS

CRIANÇAS

PAIS E FILHOS

EXPECTATIVAS DE DEUS EM RELAÇÃO AOS PAIS

EXEMPLOS DIVINOS

"Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te." (Deuteronômio 6:6-7)

Esta passagem é o tema central de Deuteronômio. Ela estabelece um modelo que nos ajuda a relacionar a Palavra de Deus com nossa vida diária. Devemos amar a Deus, pensar constantemente em seus mandamentos, ensiná-los aos nossos filhos e viver cada dia segundo as diretrizes da Sua Palavra. Deus enfatizou a importância dos pais ensinarem a Bíblia aos seus filhos. Verdades eternas são mais efetivamente ensinadas no ambiente amoroso de um lar temente a Deus.

A religião era parte integrante da vida dos hebreus. A educação religiosa era focava a vida e não constava somente de informações. Usavam o contexto da vida diária para ensinar sobre Deus. Se você quer que seus filhos sigam a Deus, deve ensiná-los diligentemente a ver Deus em todos os aspectos da vida, não somente aqueles relacionados à igreja.

PACIÊNCIA

"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor." (Efésios 6:4).

Se nossa fé em Cristo é real, ela é normalmente provada no lar, em nossos relacionamentos com quem nos conhece melhor. Pais e filhos são responsáveis uns pelos outros. Os filhos devem honrar os pais mesmo que sejam exigentes e injustos. Os pais devem cuidar gentilmente de seus filhos, mesmo que sejam desobedientes e rebeldes. Pais e filhos cristãos deverão se relacionar com consideração e amor, um colocando os interesses do outro acima dos seus próprios - isto é, submetendo-se uns aos outros.

O propósito da disciplina paterna é ajudar os filhos a crescerem de uma maneira amorosa e que honre a Cristo, não irritá-los ou provocá-los à ira ou levá-los ao desencorajamento (Colossensses 3:21), tratando-os como Jesus trata as pessoas que ama, para que entendam o caráter de Cristo.
EXPECTATIVAS DE DEUS EM RELAÇÃO AOS FILHOS

HONRANDO OS PAIS
"Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." (Êxodo 20:12)

Este é o primeiro mandamento com promessa. Para viver em paz por gerações na Terra Prometida, os israelitas precisariam respeitar as autoridades e construir famílias fortes.

Honrar os pais significa falar bem deles e tratá-los polidamente. Significa agir com cortesia e respeito (mas não obedecê-los se isso significar desobediência a Deus). Significa seguir seus ensinamentos e exemplo de colocar Deus em primeiro lugar. Os pais têm um lugar especial à vista de Deus. Mesmo aqueles que acham difícil conviver com seus pais é requerido deles honrara a seus pais.

BONS EXEMPLOS
"Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza."(I Timóteo 4:12)

Timóteo era um jovem pastor. Seria fácil para cristãos mais idosos desprezá-lo por causa de sua idade. Ele teve que ganhar o respeito dos mais velhos estabelecendo um exemplo na sua fala, vida, amor, fé e pureza. Deus pode usá-lo, a despeito de sua idade. Seja você jovem ou idoso, não considere sua idade um empecilho. Viva de maneira que os outros possam ver Cristo em você.

FILHOS DE DEUS
QUEM SÃO OS FILHOS DE DEUS?

NASCIMENTO ESPIRITUAL
"Mas a todos os que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus."(João 1: 12-13)

Todos que recebem Jesus Cristo como Senhor de suas vidas nascem de novo espiritualmente recebendo de Deus uma nova vida. Através da fé em Cristo, esse novo nascimento promove em nós uma mudança interior - redirecionando nossas atitudes, desejos e propósitos. Ao nascer adquirimos vida física e passamos a pertencer à família dos nossos pais. (1:13). Nascer de Deus nos torna espiritualmente vivos e pertencentes à família de Deus (1:12). Isso é possível a todo aquele que crer em Cristo.

A OFERTA DE DEUS
"Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo."(I João 3: 1)

A autoestima dos fiéis se baseia no fato de que Deus nos ama e nos chama de filhos. Somos seus filhos agora e isso deveria nos encorajar a viver como Jesus viveu. Leia também Romanos 8:14-17; Gálatas 3:26-27; 4:6-7.

A FAMíLIA DE DEUS

"O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus."(Romanos 8:16)
Paulo usa adoção ou "filiação" para ilustrar o novo relacionamento do crente com Deus. Quando alguém se torna cristão, ganha todos os privilégios e responsabilidades de um filho da família de Deus. Um desses privilégios é ser guiado pelo Espírito (Gálatas 4:5-6), cuja presença nos lembra quem somos e nos encoraja com amor (5:5). Deus nos deu Seus melhores presentes: Seu Filho, perdão e vida eterna.

CRIAÇÃO

CRIAÇÃO

1) O ato pelo qual Deus, sem material preexistente, fez com que existisse tudo o que há no universo (Mt 13.35; Gn 1; Hb 11.3).

2) O UNIVERSO (Rm 8.20).

CRIAÇÃO

CRIAÇÃO

INTRODUÇÃO

Criar significa fazer algo do nada. Quando falamos de Criação, estamos falando de como Deus criou tudo no mundo. Gênesis 1 descreve que o mundo foi criado do nada, enquanto o capítulo 2 descreve a criação do primeiro homem e mulher, Adão e Eva. Esses capítulos relatam a estória da criação de todo o universo em apenas seis dias.

O foco de Gênesis não está em como Deus criou o mundo, mas por quê Ele o criou. Ele estava criando algo "muito bom", expressando seus pensamentos sobre beleza e perfeição. Esta é a mensagem de Gênesis: Deus criou o mundo como uma expressão de Si mesmo. E porque o criou, é também Senhor sobre ele. A estória da Criação também nos conta como o pecado entrou no mundo e como o belo e perfeito cenário que Deus criou foi maculado. O mundo agora é imperfeito e algumas vezes feio, mas algum dia será restaurado.

ENTENDENDO A CRIAÇÃO

É difícil entender tudo a respeito de um evento enorme como a Criação, ocorrido há tanto tempo atrás. Ao invés de procurar entendê-la cientificamente, é melhor pensar no que ela significa realmente.

1. Na Criação, Deus conquistou o caos. Antes de ser criado o universo, "a terra, porém, era sem forma e vazia" (Gênesis 1: 2). Gênesis 1 nos relata como o Deus de Israel transformou o caos num universo organizado.

2. A Criação originou-se na boa vontade de Deus. Foi um ato livre de Deus e foi bom (1:31). Os cristãos crêem que a vida é um maravilhoso presente de Deus, não um acidente sem significado.

3. A Criação é sombreada pelo pecado (Romanos 8: 18-25).

4. A Criação depende de Deus. O relacionamento entre Deus e sua criação está exposto em Efésios 4:6. Deus é sobre todas as coisas - isto é, Ele está no controle, acaba tudo - isto é, trabalha em todas as coisas. Deus está em tudo - está divinamente presente na criação inteira (Salmo 90:1-4). É gratificante conhecer a Pessoa responsável pelo universo inteiro.

5. Deus ordenou que o universo existisse (Gênesis 1;1; Hebreus 11:3). Porque o mundo foi criado com palavras, sabemos que há uma divina Pessoa por trás disso
e dessa forma até as frias camadas do espaço parecem familiares (Salmo 8:9; Romanos 1:20).

A CRIAÇÃO E AS PESSOAS
A Criação nos revela várias coisas sobre nós mesmos, incluindo nossa posição e responsabilidades no universo de Deus. Homens e mulheres foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1: 26-27). Deus fez homens e animais do pó da terra, mas somente os homens foram criados à Sua imagem. E por serem criações especiais encontram seu significado e propósito em viver com Deus, zelando por Sua criação, tendo domínio (responsabilidade) sobre ela (Gênesis 1:28; 2:15; Salmo 8).

A CRIAÇÃO E DEUS

A Criação é algumas vezes chamada "revelação geral" . Quando olhamos para coisas tão lindas como as estrelas, sabemos que Deus é grande, magnífico e também criativo.

Tudo foi criado por Ele que está no comando de todo o universo. Há um Senhor sobre tudo isso.
Um dos grandes encorajamentos em toda a Escritura vem do apóstolo Paulo: "Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Romanos 8: 38-39).
No Velho Testamento, um dos principais usos da doutrina da Criação é separar o Deus verdadeiro dos falsos ídolos. Idolatria é adoração de deuses que não criaram o mundo. Somente um, o verdadeiro Deus é o Criador.

No Novo Testamento, encontramos a doutrina do "Cristo cósmico", que significa que Cristo é o Criador e Sustentador do universo (João 1:1-2; Colossenses 1: 16-17; Hebreus 1:3). O objetivo de ligar Cristo à Criação é mostrar que Ele é mais do que um simples judeu do primeiro século da Palestina.

A CRIAÇÃO E A CIÊNCIA

Alguns cientistas pensam que as muitas condições necessárias à vida, todas existentes de forma marcante na Terra, são prova de que a Criação pode ser provada pela Ciência. A "teologia cósmica" se baseia no argumento de que a vida é tão complexa que só pode ter sido criada.

Outra prova da Criação é a teoria do "big bang" que afirma que o universo foi criado a partir de uma enorme explosão que ocasionou a distribuição de matéria por todo o espaço. Esta teoria não descreve como se formou a primeira "matéria" que explodiu. De fato, parece necessitar de um Criador para causar a grande explosão. A doutrina cristã da Criação a partir do nada (nihil, em Latim) significa exatamente isto: a origem absoluta, o sustento e o significado de todas as coisas são encontrados no Deus vivo.

Um outro argumento vem da segunda lei da termodinâmica e do conceito de entropia. Entropia se refere à diminuição no nível de energia ou temperatura até o estágio em que não há nenhuma energia. O universo não é infinitamente velho, pois se assim fosse já estaria congelado. Como ainda existem estrelas e sóis, o universo deve ter sido criado num determinado tempo atrás.
AS QUESTÕES QUE ENVOLVEM A EVOLUÇÃO

Quando Charles Darwin propôs a evolução biológica em meados do séc. XIX, muitos cristãos evangélicos discordaram. Eles objetaram ainda mais energicamente quando livros sobre evolução humana foram escritos. Tanto católicos romanos quanto protestantes evangélicos têm levantado vários pontos a respeito da controvérsia da evolução. Alguns deles são:

1. Alguns argumentam que a evolução é contrária aos ensinos da Escritura e, em nome da ciência, é atualmente o supremo desafio da autoridade da Escritura. Assim, nunca devemos hesitar na batalha contra a evolução.

2. Outros encontram uma resolução satisfatória na "evolução deísta" - isto é, a crença no fato de que Deus iniciou o processo de evolução e ainda o mantém.

3. Muitas vêem os paralelos entre a ordem de camadas de fósseis na chamada "coluna geológica" e os seis dias da Criação muito prováveis de serem acidentais. Para eles há harmonia essencial entre "Gênesis e geologia". Acreditam que Deus usou um processo evolucionário limitado para criar subespécies.
4. Muitos consideram a evolução como uma teoria semelhante às demais, que será provada ou desacreditada no laboratório ou no campo. Consideram que a doutrina da Criação não é contra nem a favor da evolução porque é um nível diferente de explanação: "a Ciência diz como, a Escritura diz por quê."

5. Teilhard de Chardin, jesuíta paleontólogo, tentou salvar o Cristianismo da evolução "cristificando" todo o processo de evolucão.

6. O escritor britânico C.S. Lewis, entre outros, distinguiu evolução do que deve ser chamado "evolucionismo". Lewis disse que a validade da evolução como uma tese científica limitada é decisão dos cientistas. Mas a noção de um mito evolucionário global, como substitutivo para a doutrina da Criação, não é claramente científica.

CRIAÇÃO, CIÊNCIA E MORALIDADE

Alguns dizem que a crise ecológica mundial se deve à falta de fé cristã, que inspirou o homem - como "senhor da criação" - a explorá-la. Mas este não é o significado de Gênesis 1:28. Na ordem de Deus para "dominar sobre" está implícito ser responsável, cuidar da Sua criação. Uma série de textos do Velho Testamento mostra claramente que a Escritura fala sobre a responsabilidade humana no mundo de Deus. Ela está em paralelo com os conceitos ecológicos modernos.

A Ciência amplia o entendimento teológico pela contínua atualização do nosso conhecimento do universo, mas a doutrina bíblica da Criação não invalida os avanços da ciência. Para o cristão, o mundo estudado pelos cientistas e meditado pelos filósofos permanece aquele criado por Deus.

MITOS DA CRIAÇÃO E GÊNESIS

O relato de Gênesis sobre a Criação difere sobre os mitos pagãos em pelo menos dois aspectos. Primeiro, os relatos diferem em seu propósito. Os mitos pagãos servem principalmente para preservar a vida e a sociedade contando uma estória que se repete na esperança de que algo mágico possa acontecer. Embora o relato bíblico tenha implicações com relação à vida e sociedade, serve basicamente para ensinar ao povo da aliança com Deus, não havendo nenhum poder na estória em si.
Segundo, os relatos diferem em qualidade.

A narrativa da criação em Gênesis apresenta uma teologia direta com poucos adornos. Contada como uma estória, soa verdadeira mesmo numa época de descobertas científicas, quando as pessoas estão acostumadas a explicações científicas de acontecimentos naturais. Uma pessoa bem-informada pode aceitar Gênesis como uma afirmação autorizada do significado e propósito da natureza. Baseado nesse conhecimento, pode confortavelmente ter uma vida de devoção ao divino Criador.

Em contraste, os mitos da criação apresentam uma teologia infundada e uma moralidade mais infundada ainda. Os mitos mais antigos, que apelam para os modernos praticantes das "ciências ocultas" por várias razões são simplesmente inacreditáveis como verdade religiosa. Os deuses dos antigos mitos foram enterrados no entulho das civilizações extintas. O Deus da Bíblia vive.

A forma literária de Gênesis 1-3 mostra que esse texto não é teologia. Ele não faz afirmações analíticas sobre Deus. Contudo, apresenta uma visão de Deus completamente diferente dos deuses dos mitos pagãos. Deus está presente "no princípio". Ele é único e cria de maneira soberana, com singularidade de propósito. Em contraste, os mitos pagãos retratam o início do universo como um evento impessoal e caótico. Nessas estórias, o caos evolui para o cosmos e os deuses aparecem por acaso. O subseqüente desenvolvimento de céu e terra é visto como uma batalha de poder cósmico entre deuses rivais. De novo, o Criador em Gênesis é diferente e maior do que os céus e a terra que cria.

A Bíblia entende a natureza humana de uma maneira diferente. Em Gênesis homem e mulher são criaturas distintas do Criador, embora feitas à sua imagem e semelhança. Foram criados para governar a terra como agentes de Deus, aos quais foram delegadas responsabilidades claras. Gênesis procurou trazer a comunidade humana para uma relação viva, pessoal e pactuada com Deus.

CRETA

CRETA

Ilha do mar Mediterrâneo (At 27.7-21). Nessa ilha Paulo e Tito fundaram uma igreja (Tt 1.5-14; v. CAFTOR).

CRÉDITO

CRÉDITO

1) O dinheiro que alguém tem numa conta (Fp 4.17, RA).

2) “Dar crédito a” quer dizer “acreditar em” (Pv 14.15).

COVIL

COVIL

1) COVA de feras (Sl 104.22; Mt 8.20).

2) Abrigo de ladrões e salteadores (Mc 11.17).

CÔVADO

CÔVADO

Medida padrão de comprimento igual a um pouco menos de 45 centímetros (44,44 cm) (Gn 6.15).

É igual a 2 PALMOS.

É a distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio. Em Ez o côvado mede 51,8 cm (Ez 43.13).

COURAÇA

COURAÇA

Parte da ARMADURA, feita de couro ou de metal, que cobria o peito e às vezes as costas dos soldados antigos. Servia de proteção contra as flechas, lanças e golpes de espada (Ef 6.14).

COSER

COSER

1) Costurar (Gn 3.7).

2) Unir; encostar (Jó 16.15, RA).

3) Unir-se; apertar-se (Nm 22.25, RA).

CORVO

CORVO

Membro da família da gralha, seu nome em hebraico significava "preto". A característica mais visível do corvo é sua plumagem preta brilhante e furta-cor.

Corvos e gralhas sobreviveram a despeito do desprezo que muitos têm por eles. Excelentes voadores, eles migram de dia e se reúnem em grandes bandos de até centenas de milhares. Eles se acasalam para procriar. Munidos de asas possantes, bico resistente e fortes pés, os corvos podem viver em lugares isolados, dos quais partem em busca de alimento. Não ter o corvo voltado para a arca, foi um bom sinal para Noé, indicando que ele havia encontrado alimento e possivelmente lugar para descansar em picos de montanhas secos (Gênesis 8:7).

Alimentando-se essencialmente de lixo, o corvo era considerado impuro (Levítico 11:15; Deuteronômio 14:14). No entanto, Elias foi alimentado por corvos por ordem de Deus (I Reis 17:4-6). Jó tomou conhecimento de que Deus alimentava os corvos (Jó 38:41), como o salmista e Jesus repetiram (Salmo 147:9; Lucas 12:24).9094
CORUJA

O Oriente Médio é o berço de diversos tipos dessas aves noturnas que têm cabeças largas e olhos grandes e frontais. Seu corpo é pequeno e esbelto, do tamanho de um pombo, de aparência volumosa por causa da cobertura espessa de penas. Alguns a consideram portadoras de azar e agouros de desastre. Têm excelente visão noturna, que usam para capturar roedores ou outros animais. Embora grandes, seus olhos são quase inúteis de dia porque a luz as ofusca. É capaz de engolir sua presa inteira por causa de seu esôfago elástico. Cabelos, indigeríveis, e ossos são regurgitados como bolinhas.

O bico é pequeno, mas agudamente curvo. Aparecem na lista de aves consideradas impuras (Levítico 11:17; Deuteronômio 14:16).

CORTES E TRIBUNAIS

CORTES E TRIBUNAIS

VISÃO GERAL

Disputas legais faziam parte da vida nos tempos bíblicos tanto quanto hoje. Os métodos de trabalho das cortes e de condução dos tribunais entretanto diferiam bastante dos modernos procedimentos legais.

PROCEDIMENTOS LEGAIS NO VELHO TESTAMENTO O PENTATEUCO

Os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio contêm a maior parte da lei no Velho Testamento, bem como outras informações sobre tribunais e leis. Eles descrevem como os julgamentos eram conduzidos antes de Israel ter reis.

Depois do estabelecimento da monarquia em Israel, cerca de 1000 AC, seus legisladores fizeram mudanças nas normas legais, cujos detalhes podem ser encontrados em outros livros do Velho Testamento.

O Velho Testamento descreve Deus como supremo legislador e juiz, com Moisés e mais tarde os reis como Seus adjuntos. Mas Moisés não criou a lei ou decidiu sobre os casos mais difíceis. Ao contrário, as contestações eram levadas diretamente a Deus para a decisão (Levítico 24:10-23; Números 15: 32-36; 27:1-11). Quando as desavenças começaram entre os líderes de Israel, Deus interveio, julgando diretamente a parte culpada (Números 16-17).

Assim, a lei era vista no Velho Testamento como uma revelação divina. Em outras sociedades, como a antiga Babilônia, a lei foi criação meramente humana.

Moisés escolheu anciãos em todo Israel para julgar todos os casos, com exceção dos mais sérios, aliviando-o da carga de muitas disputas que lhe eram trazidas (Êxodo 18: 13-27). Deuteronômio 16:18 especifica que "juízes" eram selecionados entre os mais respeitados membros de cada tribo ou vila; em outras passagens os responsáveis pela punição dos crimes são chamados "anciãos" (19:12). Os casos difíceis eram enviados a um tribunal de justiça central presidido por sacerdotes e, no período dos juízes, pelos líderes civis e militares (17: 8-12).

Débora e Samuel são exemplos disso.

Os julgamentos eram feitos num lugar público, como a porta de entrada da cidade (Deuteronômio 21:19), ficando os juízes sentados e as partes envolvidas e suas testemunhas oculares em pé. Depois de apresentadas todas as evidências, os juízes davam o seu veredito, que muitas vezes era registrado por oficiais administrativos incumbidos de verificar seu cumprimento (16:18).

OUTROS LIVROS DO VELHO TESTAMENTO
Quando Israel passou a reino, seu sistema judicial também mudou. O rei era o supremo juiz que lidava com os casos mais difíceis. Salomão demonstrou sua grande sabedoria pondo fim a uma disputa entre duas mulheres que se diziam mães do mesmo bebê (I Reis 3: 16-28).

Esperava-se que os reis usassem de todo o seu poder para proteger os membros mais fracos da sociedade , como órfãos e viúvas (Salmo 72:12). Um julgamento notável no Velho Testamento ilustra como os poderes judiciais do rei poderiam ser mal usados por legisladores perversos.

 Nabote foi condenado à morte sob a acusação forjada de blasfêmia e o Rei Acabe poderia tomar a sua vinha. Embora falsa a acusação, o tribunal seguiu os procedimentos legais corretos, com julgamento em lugar público, depoimento de testemunhas (falsas, nesse caso, que confirmaram tê-lo ouvido blasfemar contra Deus e o rei - I Reis 21:10) e depois disso, levado para fora da cidade e apedrejado até morrer (I Reis 11-13).
Os profetas algumas vezes usaram a metáfora de Deus colocando Israel diante do tribunal para responder pelos seus crimes. Deus listava os pecados de Israel e convidava o povo a explicar seu comportamento. Algumas vezes céus e terra ou montanhas eram invocados para dar suporte à verdade das acusações de Deus. Finalmente, o julgamento era feito (Isaías 1: 2-26; 43; Jeremias 2:4-37; Miquéias 6).

No livro de Jó também encontramos uma interessante noção de justiça. Jó requereu um tribunal diante de Deus. Pensava que se fosse ouvido de maneira apropriada, sua inocência seria provada e Deus pararia de lhe causar tanto sofrimento (Jó 13:23). Eventualmente Deus deu ouvidos ao seu pedido e começou um longo contra-interrogatório que fez Jó voltar atrás (Jó 42: 1-6).

PROCEDIMENTOS LEGAIS DO NOVO TESTAMENTO

Há várias descrições de julgamentos no Novo Testamento. Jesus foi julgado pela suprema corte religiosa dos judeus - o Sinédrio - e também pelo governador romano. Em Atos lemos que várias ações legais tentaram impedir o progresso do Cristianismo e terminaram com a ida de Paulo para Roma para ser ouvido por Nero, imperador romano.

Os procedimentos legais nas cortes romanas eram ditados por complicadas leis que, de modo geral, lembram as usadas nos sistemas judiciais ocidentais modernamente. Promotores públicos levavam crimes graves a julgamento conduzido por um só juiz, estando presentes advogados de defesa e de acusação. Cortes tradicionais dos judeus podiam solucionar crimes de menor importância e religiosos (Atos 4; 6:12-6:70), mas não podiam julgar casos sérios em que a pena de morte pudesse estar envolvida. Por este motivo, quando o Sinédrio considerou Jesus culpado de blasfêmia, transferiu o caso para Pôncio Pilatos, governador da Judéia.

OS JULGAMENTOS DE JESUS

Jesus foi julgado primeiramente pelo Sinédrio, presidido pelo sumo-sacerdote, em circunstâncias um tanto duvidosas, uma vez que ocorreu à noite e na véspera de uma festa, situações proibidas para julgamento de crimes, embora não se saiba exatamente se havia leis formais nos dias de Jesus.
Depois do Sinédrio, enviaram Jesus para a residência de Pilatos em Jerusalém.

Como os romanos não eram favoráveis à condenação à morte por motivos religiosos, as autoridades judaicas apresentaram suas acusações com conotação política, argumentando que Jesus violara a lei "pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, Rei" (Lucas 23:2). Talvez percebendo que essas acusações eram enganosas, Pilatos enviou Jesus a Herodes, que o declarou inocente e o remeteu de volta. Sua sugestão de castigar e soltar Jesus não foi aceita pelos acusadores, que obrigaram Pilatos a sentenciar a crucificação de Jesus.

OS JULGAMENTOS DO APÓSTOLO PAULO

Os registros dos julgamentos de Paulo em Atos também mostram a divisão entre autoridades judaicas e romanas nos assuntos legais. Quando preso, Paulo foi ouvido antes do Sinédrio (Atos 23). Foi então transferido para o governador para um tribunal formal em Cesaréia, onde Félix adiou por dois anos o julgamento, até a chegada de um novo governador, deixando Paulo preso durante todo esse tempo para ser agradável aos judeus.

Ao chegar, Festo, o novo governador, sugeriu que Paulo fosse julgado em Jerusalém, mas este procurou fazer valer seus direitos de cidadão romano para ser julgado em Roma (Atos 25:1-20), tendo sido julgado por Nero.

Os casos de Jesus e Paulo testificam que a justiça humana é corrupta. Mas podemos colocar nossa esperança na justiça suprema e incorruptível de Deus.

CORRUPÇÃO

CORRUPÇÃO

1) Ato de CORROMPER; depravação (Ed 9.11; Tg 1.27; 2Pe 1.4).

2) Apodrecimento (Sl 16.10; 1Co 15.50).

CORRESPONDENTE

CORRESPONDENTE

1) Que está na mesma direção (Mc 2.4, RA).

2) Que vale (Mc 12.42, RA).

3) Relativo (At 4.34, RA).

COROA

COROA

Ornamento circular usado na cabeça em sinal de autoridade ou de vitória (2Cr 23.11).

Os atletas vencedores recebiam coroas feitas de ramos de louro (1Co 9.25). Nas festas usavam-se coroas de flores. V. DIADEMA.

CORO

CORO
(pronuncia-se córo)

1) O mesmo que ÔMER, medida de capacidade para secos, igual a 176,2 litros (Ed 7.22).

2) Medida de capacidade para líquidos igual a praticamente duzentos e oito litros (208,2 l).
 É igual a 10 BATOS (1Rs 5.11).

CORMORÃO

CORMORÃO

Grande e preto como um ganso, o cormorão figura repetidamente na arte do Egito e da Terra Santa. Seu comprimento varia de 48 a 101cm.

Seus pés têm membranas entre os quatro dedos e por se localizarem na parte de trás do corpo, servem como propulsores quando mergulham para capturar seu peixe, ostra ou anfíbios.

O longo bico é curvo na ponta, sob ele há um saco onde mantém o peixe capturado. Freqüenta pântanos ao redor do Mar da Galiléia, nas águas do Merom e costa do Mediterrâneo.

Seu nome em hebraico descreve o movimento que faz para mergulhar em águas profundas e passar zunindo sob a superfície na sua caçada ao peixe. Sua ganância é proverbial. Era considerado impuro (Levítico 11:17; Deuteronômio 14:17).9076

CORINTO

CORINTO

Cidade da Grécia, cheia de pecado e corrupção, destruída pelos romanos em 146 a.C. e reconstruída em 46 d.C. “Coríntio” era sinônimo de “imoral”, “depravado”.

 Em Corinto havia um templo dedicado ao culto de Afrodite, deusa do amor.

 Nesse templo havia mil prostitutas CULTUAIS, que atraíam adoradores de todo o mundo antigo. Em Corinto Paulo fundou uma igreja (At 18.1-18).

CORÍNTIOS, SEGUNDA EPÍSTOLA AOS

CORÍNTIOS, SEGUNDA EPÍSTOLA AOS

Carta que Paulo escreveu da Macedônia, durante sua terceira viagem missionária.

É a carta mais pessoal e menos doutrinária que Paulo escreveu, com exceção de Filemom. Ele a escreveu à luz das informações que lhe foram dadas por Tito.

Nos caps. 10 a 12 Paulo defende a sua autoridade apostólica, que estava sendo posta em dúvida pelos seus adversários.

CORÍNTIOS, PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS

CORÍNTIOS, PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS

Carta que Paulo escreveu aos cristãos de CORINTO para tratar de vários e sérios problemas que os estavam perturbando.

A igreja estava dividida, e nela havia questões de doutrinas e a respeito da vida cristã.

 Nos caps. 12 a 14 Paulo trata dos DONS do Espírito, o maior dos quais é o AMOR (cap. 1
3). O cap. 15 trata da RESSURREIÇÃO.

CORDEIRO

CORDEIRO

1) Filhote ainda novo da ovelha; carneirinho. Sua carne servia de alimento e era usada nos SACRIFÍCIOS (Êx 29.39).



2) Jesus, o Cordeiro de Deus (Jo 1.29).

CORÇO

CORÇO

Espécie de veado de pequeno porte que tem cauda e chifres e é ligeiro e gracioso (pronuncia-se côrço, e o feminino, côrça; Dt 12.15).

CORAÇÃO

CORAÇÃO

1) Órgão que bombeia o sangue (Êx 28.29).

2) Em sentido figurado, o coração é a sede do intelecto (Gn 6.5), dos sentimentos (1Sm 1.8) e da vontade (Sl 119.2).

CORÁ

CORÁ
[Careca]

1) LEVITA que dirigiu uma revolta contra Moisés (Nm 16).

2) Grupo de levitas poetas (Sl 42; 45—46; 48; 87).

COPEIRO

COPEIRO

Funcionário que servia o vinho na mesa do rei (Ne 1.11).

Copeiro-mor era o chefe dos copeiros (Gn 40.9, RC).

COORTE

COORTE

Grupo de seiscentos soldados romanos, divididos em seis centúrias, cada qual comandada por um CENTURIÃO (At 27.1; pronuncia-se cô-órte).

CONVERSÃO

CONVERSÃO

Mudança de vida operada por Deus (At 15.3).

Essa mudança tem dois aspectos. O primeiro, relacionado com o pecado, chama-se ARREPENDIMENTO. O segundo, relacionado com Cristo, é a FÉ

CONTRADIÇÃO

CONTRADIÇÃO

1) Afirmação atual que não concorda com afirmação anterior (1Tm 6.20, RA).

2) Oposição (Lc 2.34, RA; Hb 12.3, RC).

3) Revolta (Jd 11, RC).

CONTAMINAR

CONTAMINAR

1) Tornar-se IMPURO por ter tocado em alguma coisa, animal ou pessoa impura (Lv 11.43).

2) Tornar-se impuro moral e espiritualmente por ter cometido pecado (Mc 7.15-23; Hb 12.15).

CONSUMIR

CONSUMIR

1) Gastar ou corroer até a destruição; destruir (Êx 3.2; Gl 5.15, RC).

2) Acabar com (Gn 31.40).

CONSULTAR

CONSULTAR

1) Pedir conselho ou opinião (Os 4.12; Gl 1.16).

2) Examinar antes de decidir (Sl 71.10; At 27.39).

CONSTANTINO, O GRANDE (285-337)

CONSTANTINO, O GRANDE
(285-337)

Primeiro "imperador cristão" do Império Romano; reinou de 306-337
VISÃO GERAL

Poucas pessoas mudaram a história tanto quanto Constantino. O Império Romano passou séculos tentando eliminar a chama do Cristianismo, prendendo e executando muitos fiéis. Então esse quase-imperador se tornou cristão e o Império mudou completamente o seu rumo.

CHEGANDO AO PODER

Os pais de Constantino eram Constâncio Cloro, o coimperador ocidental do Império Romano, e Helena, a concubina. Quando seu pai morreu na Inglaterra em 306, Constantino foi proclamado imperador pelas tropas, mas aceito de má-vontade por Galério, o imperador oriental.

O governo do império entrou em desordem e dentro de dois anos cinco homens passaram pelo cargo de imperador.

Um pouco antes de sua morte em 311, Galério, o co-imperador sênior, baixou um edital de tolerância que acabava com a perseguição aos cristãos. Com a morte de Galério, Constantino e Licínio (que se tornara seu coimperador) se aliaram contra Maxêncio e Maximino Daia. Em 312 Constantino derrotou e matou Maxêncio numa batalha numa ponte próxima a Roma.

Maximino Daia derrubou Licínio no ano seguinte. Uma paz aparente entre Constantino e Licínio foi mantida até 323, quando Constantino cruzou o território de Licínio enquanto expulsava invasores góticos. No ano seguinte, batalhas em Adrianópolis e Crisópolis puseram fim à situação e Constantino se tornou o único imperador.

REALIZAÇÕES

Uma de suas jogadas políticas mais importantes foi a fundação da cidade de Constantinopla, em 330 na localidade de Bizâncio. Sua localização no Estreito de Bósforo era ideal do ponto de vista militar uma vez que dava acesso tanto aos frontes do Reno-Danúbio como ao Persa.

Constantino continuou a reorganização do governo começada por Dioclécio (reinou de 284-305) e reformou o sistema monetário. Também permitiu aos bárbaros se estabelecerem dentro do império a fim de usá-los no exército.
A RELIGIÃO DE CONSTANTINO

Constantino é bastante lembrado por suas políticas religiosas. A natureza de suas próprias crenças religiosas tem sido discutida. Desde o início foi tolerante com cristãos em seu próprio reino. Sua preferência pelo Cristianismo foi demonstrada mesmo antes da batalha na Ponte Mulviana.

Conta-se que num sonho antes da batalha, Constantino teve a visão de um monograma composto das duas primeiras letras gregas do nome de Cristo. No dia seguinte ordenou que seus soldados inscrevessem aquele monograma em seus escudos.

 Outra estória conta que marchando um dia com seu exército, viu a imagem da cruz aparecer na frente do sol com as palavras "A este sinal, conquiste". Durante o inverno de 312 e 313, escreveu a um oficial no norte da África instruindo-o a suprir financeiramente o bispo de Cartago para que pagasse despesas do clero.

Quando ele e Licínio se encontraram em Milão em 313, baixaram um edital garantindo a todas as pessoas liberdade para seguir a religião que quisessem. Seus sentimentos cristãos também resultaram em leis permitindo a bispos decidirem sobre processos judiciais, eliminarem qualquer marca na face (porque maculava a imagem de Deus), côrtes judiciais e oficinas aos domingos e acabarem com jogos gladiadores. Dessa maneira, favoreceu o cristianismo. Constantino também foi tolerante com o paganismo e, por volta de 324, temas pagãos foram estampados em suas moedas.

Sendo os cristãos minoria no império, Constantino sentiu que não poderia ofender a maioria pagã.
Teve um papel ativo nas controvérsias da igreja. Quando Ceciliano foi desafiado como bispo de Cartago (313) pelos Donatistas (separatistas da igreja africana), Constantino instruiu os bispos de Roma a convocarem uma comissão para ouvir o caso.

Uma vez que os Donatistas não se satisfizeram com os resultados daquela comissão, o próprio Constantino ouviu o caso e em 316 declarou Ceciliano como bispo. Foi ele também que convocou o Conselho de Nicéia em 325, que fez leis contra o Arianismo (uma heresia que negava que Cristo como Filho de Deus era co-eterno com o Pai). Foi o edital do imperador que deu força legal à decisão do Conselho de Nicéia.

Um escândalo sério manchou o reinado de Constantino. Em 326 seu filho Crispo e sua própria esposa, Fausta, foram executados por adultério. Constantino foi sucedido por seus outros três filhos, depois de ser batizado como cristão no seu leito de morte (de acordo com a lenda).

CONSELHO, A PALAVRA DE DEUS SOBRE

CONSELHO, A PALAVRA DE DEUS SOBRE

O que devo fazer? Essa é uma pergunta comum. Parece que é mais difícil saber o que fazer hoje em dia. Talvéz seja por isso que há uma demanda tão grande por conselheiros. Porém, há uma grande diferença entre o conselho sábio e o enganoso. De todas as sabedorias, a sabedoria de Deus é a melhor, pois a dele é dada com uma perspectiva eterna.

Quem de nós não gostaria de conversar com alguém que soubesse tudo o que vai acontecer amanhã e todos os dias depois disso? Seria ótimo se nós procurássemos com mais freqüência, conselhos da fonte de sabedoria divína: a Palavra de Deus.
PORQUE QUE EU PRECISO DE CONSELHO DE OUTRAS PESSOAS? PORQUE NÃO POSSO CONFIAR EM MINHA PRÓPRIA SABEDORIA?
Provérbios 12:15 . . . O caminho do tolo é reto aos seus próprios olhos, mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio.
A sabedoria é o reconhecimento de nossas próprias insuficiências. É sábio reconhecer nossas limitações ao invés de descobrí-las na hora errada.

QUÃO VALIOSO É O CONSELHO SÁBIO?
Provérbios 25:11 . . . Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita ao seu tempo.
O conselho dado na hora certa, não é simplesmente de grande ajuda, é lindo. Não simplesmente lindo, é valioso.
ONDE DEVO PROCURAR POR CONSELHO?

Gênesis 6:9 . . . São estas as gerações de Noé. Ele era homem justo e íntegro em suas gerações, e andava com Deus.
Tito 1:15-16 . . . Todas as coisas são puras para aqueles que são puros.
Procure conselho daqueles que são fiéis, honestos e confiáveis. Você pode contar que eles te darão conselhos que vem da Palavra de Deus.

COMO QUE AVALIO O CONSELHO DOS OUTROS?

2 Crônicas 22:4-5 . . .Fez o que era mau aos olhos do Senhor, como fizera a casa de Acabe, pois eram conselheiros depois da morte de seu (Acazias) pai, para a sua perdição.
Mateus 7:15-20 . . . Pelos seus frutos os conhecereis.

2 João 1:9-10 . . . Todo aquele que vai além da doutrina de Cristo, e não permanece nela, não tem a Deus.
É importante procurar conselho dqueles que amam ao Senhor e tem bastante conhecimento da bíblia. Quando avaliamos seus conselhos, compare com a verdade da Palavra de Deus. Se for contraditório a bíblia evíti-o a qualquer custo.
COMO DAR BONS CONSELHOS AOS OUTROS?
Filipenses 4:8 . . . Quanto mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há algum louvor, nisso pensai.
Quando der conselhos a outras pessoas, tenha motivações puras, aponta à palavra de Deus, não use o conselho como uma desculpa para dar um sermão, ore a respeito do que você quer dizer e tenha em mente o benefício da pessoa. As palavras são como um remédio; elas tem que ser dosadas com cuidado, pois uma overdose pode causar mais danos do que fazer bem.
ALGUMAS PESSOAS PARECEM SEMPRE TER CONSELHOS ESPECIAIS PORQUE ELAS TEM UM CONSELHEIRO ESPECIAL.

1 Samuel 3:19 . . . Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de suas palavras deixou cair em terra.
As pessoas escutavam a Samuel porque ele tinha algo importante a dizer. No entanto, Samuel tinha algo importante a dizer porque tinha um bom conselheiro - o próprio Senhor Deus.
O QUE ACONTECE QUANDO EU SIGO BONS CONSELHOS?
Salmos 1:1 . . .Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores nem se assenta na roda dos escarnecedores.
O conselho divíno traz alegria enquanto o conselho mau rouba a nossa alegria. Seguir a um conselho mau nos leva a tristeza e ao desastre, nos roubando a alegria e satisfação. O conselho que vem de Deus nos leva a bons resultados, enriquecendo a nossa alegria.
A HABILIDADE DE DAR CONSELHOS SÁBIOS É UM DOM DO ESPíRITO SANTO, NÃO UM RESULTADO DE INTELIGÊNCIA.
1 Coríntios 12:8 . . . A um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito a palavra da ciência.
PROMESSA DE DEUS:

Salmos 32:8 . . . ÒInstruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guisr-te-ei com os meus olhos.Ó Deus te dará bons conselhos.

CONSELHO

CONSELHO

CONSELHO QUE MACHUCA

COMO QUE ALGUÉM PODE SABER QUANDO ESTÁ RECEBENDO MAUS CONSELHOS?
(1 Reis 12:1-15)

Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe deram, e teve conselho com os jovens que havíam crescido com ele, e que assistiam diante dele. (1 Reis 12:8)

TANTO O CONSELHO COMO O CONSELHEIRO DEVEM SER AVALIADOS.
Roboão pediu conselho, mas ele não avaliou cuidadosamente esta conselho. Se ele o tivesse feito, ele teria visto que o conselho dado pelos anciãos era mais sábio que o dos jovens.

Para avaliar um conselho, pergunte se ele é realista, trabalhável e consistente com os princípios bíblicos. Determine se os resultados destes conselhos serão justos, faça melhorias e dê uma direção ou uma solução positiva. Procure conselho de pessoas mais sábias e mais experientes.

O conselho ajuda somente quando nós o avaliamos com os padrões de Deus em mente.
(Jó 18:1-19:6)
Até quando entristecereis a minha alma, e me quebrantareis com palavras? (Jó 19:2)

AVALIE O CONSELHO NA LUZ DA PALAVRA DE DEUS.
O segundo discurso de Bildade não foi realmente diferente do primeiro, ele foi apenas mais duro, assim como foi Elifaz. Os amigos de Jó o acusaram de pecar para que ele se sentisse culpado, não para encorajá-lo ou corrigí-lo.

Quando encaramos dificuldades, dor e sofrimento, nós podemos esperar os Bildades bem intencionados da vida citando provérbios e dando conselhos sem realmente nos escutar e se identificar com a nossa dor.

Ao invés de tentar entender, eles nos dão respostas que não ajudam em nada. Quando você receber esse tipode conselho, escute educadamente. Depois, na tentativa de separar um conselho que ajude de um monte de palavras vazias, converse com Deus sobre o que foi dito. Quando der conselhos, evite palavras vazias. É mais importante dar carinho e suporte do que falar as palavras certas.

CONSELHO QUE AJUDA

QUÃO IMPORTANTE SÃO AS FONTES DE NOSSOS CONSELHOS?
(Provérbios 6:20-24)

Filho meu, guarda os mandamentos de seu pai, e não deixes o ensino de tua mãe. (Provérbios 6:20)

AQUELES QUE FORAM CONFIÁVEIS NO PASSADO DEVEM SER CONSIDERADOS NO FUTURO.
É natural e bom para as crianças, que ao virarem adultos, ele se tornem independentes de seus pais. Jovens adultos, no entanto, devem ter o cuidado de não ignorarem os conselhos de seus pais. Se você estiver lutando para tomar uma decisão ou procurando por discernimento, peça ajuda aos seus pais ou a algum adulto que te conheça bem.

Os seus anos a mais de experiência podem ter lhes dado a sabedoria que você está procurando.
(Marcos 10:17-31)
Jesus olhando para ele, o amou, e disse: Falta-te uma coisa: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então vem, e segue-me. (Marcos 10:21)

OS BONS CONSELHOS VE DAQUELES QUE AMAM OS OUTROS VERDADEIRAMENTE.
Jesus mostrou amor verdadeiro por este homem, apesar de ele saber que que talvez ele não o seguiria. Cristo nos amou o suficiente ao ponto de dar sua vida por nós e para falar diretamente conosco. Se o seu amor fosse superficial, ele só nos daria a sua aprovação; mas porque o seu amor é completo, ele nos da desafios que podem mudar as nossas vidas.

AVALIANDO UM CONSELHO

COMO PODEMOS SABER QUANDO UM CONSELHO É DIGNO DE CONFIANÇA?
( Números 13:1-14:19)
Então Calebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Subamos animosamente, e possuamo-la em herança, pois certamente prevaleceremos contra ela. (Números 13:30)
O CONSELHO ESTÁ BASEADO EM FATOS?

Dois homens sábios, Josué e Calebe, encorajaram o povo a agirem conforme a promessa de Deus e entrarem na terra. Imagine ficar diante de uma multidão e dar uma orpinião não muito bem vista! Calebe estava disposto a tomar essa posição para fazer conforme o que Deus tinha mandado. Para que seja uma coisa eficaz, quando você for diante de uma multidão você tem que:
(1) ter os fatos (Calebe tinha visto a terra com seus próprios olhos); (
2) ter a atitude certa (Calebe confiava na promessa de Deus de dar a terra a Israel); e
(3) diga claramente o que você acredita (Calebe disse, "certamente prevaleceremos contra ela").
O povo rejeitou o conselho e até pensaram em matar Josué e Calebe. Não seja tão rápido em rejeitar conselhos que você não gosta. Avalie cuidadosamente e compare com os ensinamentos da Palavra de Deus. Aqueles que estão dando o conselho podem estar exprimindo a mensagem de Deus. (Jó 5:8-27)
KEY BIBLE VERSE: Bem-aventurado é o homem a quem Deus corrige; portanto, não desprezes a disciplina do Todo-poderoso. (Jó 5:17)

O CONSELHO SE ENCAIXA NA SITUAÇÃO?

Elifaz estava certo - é uma benção ser disciplinado por Deus quando erramos. O seu conselho, no entanto, não se aplicava a Jó. Como sabemos desde o início do livro, o sofrimento de Jó não era o resultado de um grande pecado. Ás vezes nós damos excelentes conselhos a alguém que não se aplicam àquela situação, e portanto não ajudam muito.
Aqueles que dão conselhos baseados na palavra de Deus, devem ter certeza que entenderam completamente a situação dessa pessoa antes de aconselhá-la (Provérbios 10:1-21)

KEY BIBLE VERSE: Mas os olhos dos ímpios desfalecerão, o seu refúgio perecerá; a sua esperança será o expirar. (Provérbios 10:20)

O CONSELHEIRO É CONFIÁVEL?

Um monte de conselhos ruins valem menos do que um bom conselho. É fácil de obter opiniões de pessoas que falam somente o que vai nos agradar, mas esse tipo de conselho não ajuda em nada. Ao invés disso, devemos procurar aquelas pessoas que falam a verdade, mesmo quando machuca. Pense nas pessoas nas quais você procura conselho. O que você espera escutar delas?

REAGINDO AO CONSELHO

COMO DEVEMOS LIDAR COM BONS CONSELHOS?
(Provérbios 1:1-9)
O temor do Senhor é o princípio do conhecimento, mas os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.(Provérbios 1:7)

BONS CONSELHOS DEVEM SER DADOS COM HUMILDADE E RECEBIDOS COM GRATIDÃO.
Um dos tipos mais chatos de pessoa é aquela que sabe tudo, uma pessoa que tem uma opinião dogmática sobre tudo e está fechada para qualquer coisa nova. Salomão chama esse tipo de pessoa de tolos. Não seja um sabe-tudo.

Ao invés disso, esteja aberto a opiniões de outras pessoas, especialmente aqueles que te conhecem bem e podem te dar conselhos valiosos. Aprenda como aprender dos outros. Lembre-se, só Deus é que sabe de todas as coisas.

CONSAGRAR

CONSAGRAR

1) Ato por meio do qual se dedica uma pessoa ou uma coisa ao serviço de Deus (Êx 29.1-37; Lv 8; Ez 44.29).

2) Dedicar-se ao serviço de Deus (2Cr 29.31).

3) Dedicar-se (At 6.4, RA). V. SANTIFICAR.

CONJURAR

CONJURAR

1) IMPLORAR (2Tm 4.1).

2) Ligar-se a alguém por juramento (1Sm 14.24).

3) Afastar (Is 47.11, RA).

CONHECER

CONHECER

1) Saber; reconhecer; ter experiência de (Sl 9.10; Mt 7.23).

2) COABITAR (Gn 1.4; Mt 1.25).

3) Dirigir e abençoar (Sl 1.6; v. NTLH).

CONGREGAÇÃO

CONGREGAÇÃO

1) Israel considerado como povo ou nação (Êx 12.3).

2) O povo reunido, especialmente para fins religiosos (1Rs 8.14; Hb 10.25,RC).

CONFUNDIR

CONFUNDIR


1) Atrapalhar (Gn 11.7).

2) Causar confusão entre (Sl 2.5).

3) Envergonhar (Sl 97.7).

4) Decepcionar; desiludir (Rm 5.5, RA; 10.11).

CONFISSÃO

CONFISSÃO

1) Ato de CONFESSAR (2Co 9.13, RA: 1Tm 6.12; Hb 3.1; 4.14; 10.23).

2) Testemunho da realeza de Cristo (1Tm 6.13; Jo 18.33-38).

CONFESSAR

CONFESSAR

Declarar o que se crê ou sabe. A pessoa confessa os seus pecados (Sl 32.5) e afirma que crê em Deus poderoso e Salvador (Rm 10.9-10).

CONCUBINA

CONCUBINA

Moça, geralmente pobre, que um homem comprava dos seus pais, ou aceitava como pagamento de dívidas, ou tomava como prisioneira de guerra.

 A concubina tinha direito a casa, comida e relações sexuais com o dono, que era considerado seu marido.

Ela ficava em posição inferior à da esposa, porém não era olhada com desprezo pelos outros porque nos tempos do AT a lei permitia que um homem tivesse mais de uma mulher (Gn 25.6). V. HARÉM.

CONCEITO

CONCEITO

1) Opinião; entendimento (Os 13.2, RA).

2) Ensinamento (Mt 19.11, RA).

3) Respeito (2Rs 5.1, RA).

CONCEBER

CONCEBER

1) Gerar; engravidar; emprenhar (Sl 51.5; Gn 30.39).

2) Formar no CORAÇÃO  (Is 59.13; Ez 38.10; Tg 1.15).

COMUNHÃO

COMUNHÃO

1) Associação com uma pessoa, envolvendo amizade com ela e incluindo participação nos seus sentimentos, nas suas experiências e na sua vivência (1Co 1.9; 10.16; 2Co 13.13; Fp 2.1; 3.10, RA; 1Jo 1.3,6,7).

2) Relacionamento que envolve propósitos e atividades comuns; parceria (At 2.42; 2Co 6.14; Gl 2.9; Fm 6, RA).

COMUM

COMUM

1) Universal; que pertence a todos (Tt 1.4; Jd 3).

2) O mesmo que IMUNDO (At 10.15).

COMPANHIA

COMPANHIA

1) Aquele que vai ou está junto (Jó 34.8).

2) Grupo de soldados sob as ordens de um comandante (Jz 7.16, RA).

3) Convivência (Rm 15.24).

COMIDA

COMIDA

Aquilo que é ingerido para sustentar o corpo e mantê-lo vivo. Em geral os judeus serviam duas refeições ao dia.

Comiam verduras e frutas (Nm 11.5; Dt 23.24), peixe (Ne 13.16), carne (Lv 11), mel (Pv 24.13), leite, manteiga e queijo (Dt 32.14; Jó 10.10), tudo acompanhado de pão de farinha de trigo, ou de CENTEIO, ou de CEVADA (Êx 29.2; Jo 6.9).

COMBATE

COMBATE

MÉTODOS DE COMBATE
Combate é o meio pelo qual uma nação procura impor a sua vontade sobre outra nação através da força. O Velho Testamento está cheio de histórias sobre guerras. Antigamente, as nações lutavam para determinar fronteiras e dominância política.

As nações investiam dinheiro e tempo afiando as suas habilidades assim como desenvolvendo suas armaduras e armas. Suas estratégias tinham duas categorias: defesa e destruição. As nações tinham que proteger o seu pequeno ou grande território. Eles também tinham que fazer estratégias para ganhar ainda mais terra.

COMBATE PADRÃO

Unidades da cavalaria foram introduzidas no fechamento do segundo milênio A.C. e no começo do primeiro. A força da cavalaria proporcionava um choque nos grandes exércitos, e a mobilidade da cavalaria permitia uma concentração de tiros em pontos decisivos.

Quando os Assírios coordenavam a sua infantaria, cavalaria e carruagens, eles viravam uma poderosa máquina de batalha e nações vizinhas menores eram obrigados a ficar atrás de suas fortificações.

Eles não podiam chamar o exército num combate padrão num terreno aberto. O fator terreno era sempre muito importante. Num combate padrão em um terreno aberto, se tornou convencional colocar as melhores tropas do lado direito da linha.
BATALHA NUM TERRENO ABERTO: O DUELO

Durante certos períodos no antigo Oriente Próximo, o duelo apresentava uma alternativa para o combate padrão. O duelo era uma batalha de campeões que representavam forças que estavam lutando.

Os dois exércitos concordavam de antemão de agüentar até o resultado do combate. Este desenvolvimento é correspondente também a um discernimento espiritual. A bíblia nos ajuda entender o duelo entre duas forças espirituais contrárias: a luz e as trevas.

Num sentido eterno, a morte de Jesus trouxe a vitória sobre o mal. Desta maneira, assim como antigamente, o duelo espiritual evitou as casualidades pesadas de uma guerra entre o diabo e a plenitude da criação de Deus. Jesus lutou na batalha em nosso lugar e venceu.

Apesar do duelo ser comum entre exércitos, Israel não o praticou até o encontro entre Davi e Golias (1 Samuel 17:1).

ATAQUES A CIDADES FORTIFICADAS
A maioria das cidades no Oriente Próximo eram localizadas em locais onde poderiam ser defendidas contra ataques. Um ataque a uma cidade fortificada apresentava problemas opostos para o que estava atacando e para o que estava defendendo. As ações de um era a resposta direta a ação do outro. A intenção dos sistemas de defesa era frustrar os métodos de ataque, que por outro lado eram desenhados para penetrar os sistemas de defesa. Havia cinco maneiras de conquistar uma cidade fortificada :

1. Penetrar por cima das fortificações
2. Penetração direta através das fortificações
3. Penetração por baixo das fortificações
4. Assédio
5. Penetração por engano

Em muitas ocasiões, a combinação de dois ou mais métodos era necessária para abrir uma brecha na defesa.

COLUNA

COLUNA


1) Pedra que servia para marcar um lugar sagrado ou para conservar a lembrança de alguma pessoa ou de algum acontecimento (Gn 28.18). Também servia como testemunha entre duas partes (Gn 31.52). E servia como prática de idolatria (Lv 26.1, RA).

2) Peça usada na arquitetura para sustentar coberturas (Êx 26.32). Figuradamente, apoio (Gl 2.9; 1Tm 3.15).

COLOSSOS

COLOSSOS

Cidade da FRÍGIA, um distrito da PROVÍNCIA da ÁSIA. Colossos ficava a 120 km de Éfeso.

Havia ali uma igreja pastoreada por Epafras e Arquipo (Cl 1.7; 4.17; pronuncia-se Colóssos).

COLOSSENSES, EPÍSTOLA AOS

COLOSSENSES, EPÍSTOLA AOS

Uma das EPÍSTOLAS DA PRISÃO (Cl 4.3), escrita para combater falsas doutrinas.

Nessa carta Paulo insiste em que somente por Cristo é que Deus perdoa e salva.

Os seguidores de Cristo têm uma nova vida por estarem unidos com ele, e essa vida se manifesta no amor mútuo (3.12-14).

COLHEITA, FESTA DA

COLHEITA, FESTA DA

Festa dos israelitas comemorada cinqüenta dias depois da PÁSCOA, no dia 6 de SIVÃ.

Também era chamada de Pentecostes (At 2.1; Lv 23.16) e de Festa das Semanas (Dt 16.9-12), das Primícias (Nm 28.26) e da Sega (Êx 23.16).

COINÉ

COINÉ

A língua grega comum falada e escrita nos tempos do NT nos países da parte oriental do Mediterrâneo.
O NT foi escrito nessa língua popular, que é diferente do grego clássico. V. GREGO (

CODORNIZ

CODORNIZ

Ave pequena e atarracada com bicos e pés semelhantes aos das galinhas, a codorniz é a menor dessa família, que inclui também faisões e perdizes.

A codorniz não pode manter um vôo longo, mas se vale de correntes de ar para se manter suspensa. Bandos enormes de codornizes por duas vezes serviram de alimento para os israelitas no deserto do
Sinai, quando as aves eram atiradas ao chão milagrosamente pelos ventos (Êxodo 16:13; Números 11:31-32; Salmo 105:40).

Na segunda vez elas estavam provavelmente voando ao longo do Golfo de Aqaba e foram sopradas naturalmente pelo vento leste (Números 11:31; Salmo 78: 26-28).

Era fácil pegá-las com a mão quando estavam cansadas do vôo (Números 11:31-32). Eram consideradas limpas e sua carne, a mais delicada de todas as aves, era preservada secando ao sol.9093
COBRA

Na Bíblia, há nove palavras hebraicas e quatro gregas para designar cobra. As cobras estão entre os répteis mais comuns e são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártica. Duas perigosas características da cobra notadas por escritores bíblicos são sua forma discreta de se mover e a facilidade com se esconde.

Na tradição judaico-cristã, as cobras representam o mal e, mais especificamente, o diabo. Essa correlação começou no Jardim do Éden (Gênesis 3:1-15) e também existe no livro do Apocalipse 12:9; 20:2-3). A serpente desempenhou o papel de introduzir o pecado e a rebeldia a Adão e Eva.9035

COBIÇA

COBIÇA

Desejo ardente de possuir (Êx 20.17; Ef 5.3; 1Tm 6.10; Tg 1.14).

CLÁUDIO

CLÁUDIO

1) Imperador romano (41 a 54 d.C.) que expulsou os judeus de Roma (At 18.2).

2) Cláudio Lísias, comandante romano fixado em Jerusalém. Ele enviou Paulo a Cesaréia (At 23.26).

CIÚME

CIÚME

1) Disposição ou atitude que não tolera a infidelidade. Nesse sentido Deus é zeloso, tem ciúmes e exige que os seus seguidores adorem somente a ele (Tg 4.5; v. ZELO

2) Disposição de suspeitar da fidelidade da pessoa amada. Esse tipo de ciúme é doentio e só faz mal (Ct 8.6; 1Co 13.4, RA).

CISNE

CISNE

Grandes, graciosas aves aquáticas, os cisnes são conhecidos como os melhores músicos entre as aves. Eram consagrados ao deus Apolo pelos gregos. Suas vozes se assemelham a flautas e harpas.

As referências em Levítico 11:18 e Deuteronômio 14:16 provavelmente não eram ao cisne, mas à galinha d_água ou coruja de celeiro, uma vez que não se justifica declarar o vegetariano cisne um animal impuro.9098

CIRO O GRANDE

CIRO O GRANDE

Ciro foi um rei (559-530 AC) que fundou o Império Persa. Ciro II era o filho de Cambises I (600-599 AC) e Mandane, filha de Astyages, rei de Mídia (585?-550AC).

Ciro tomou o trono de seu pai e se estabeleceu como rei por volta de 559 AC. Juntou-se a povos e tribos vizinhos ao seu reino. Ambicioso e enérgico, transformou a região num bloco sólido de poder persa, e depois se revoltou contra Astyages de Mídia.

Quando ficou claro que Ciro ganharia, as tropas de Astyages se amotinaram e se juntaram a Ciro. Quando Ciro conquistou o reino midianita, no entanto, entrou em conflito com a Babilônia, uma vez que ambos os reinos reclamavam o mesmo território.
Antes de lutar com os babilônios, Ciro consolidou seu poder conquistando a Ásia Menor; o rico rei Creso da Lídia e seus cidadãos então se submeteram a ele; ele dominou a região montanhosa ao norte, entre o Mar Cáspio e o limite a noroeste com a índia.

CIRCUNCISÃO

CIRCUNCISÃO

Cerimônia religiosa em que é cortada a pele, chamada prepúcio, que cobre a ponta do órgão sexual masculino. Os meninos israelitas eram circuncidados no oitavo dia após o seu nascimento.

A circuncisão era sinal da ALIANÇA que Deus fez com o povo de Israel (Gn 17.9-14).

No NT o termo às vezes é usado para designar os israelitas (Gl 2.8; Cl 4.11; v. NTLH).

Outras vezes significa a circuncisão espiritual, que resulta numa nova natureza, a qual é livre do poder das paixões carnais e obediente a Deus (Jr 4.4; Rm 2.29; Cl 2.11; Fp 3.3).

CINZA

CINZA

Pó que fica quando se queima alguma coisa. A cinza era usada em ações simbólicas de tristeza, arrependimento ou humilhação (Et 4.1; Jó 2.8; Lc 10.13).

CINTO

CINTO

Peça de vestuário que consiste numa faixa ou tira de tecido, couro ou outros materiais, usada ao redor da cintura (Jr 13.1; Mc 1.6).

O cinto usado pelos sacerdotes era uma faixa feita de linho bordado (Êx 39.29). A espada do soldado era presa ao cinto (2Sm 20.8).

CINGIR

CINGIR

1) Amarrar ao redor da cintura (Êx 29.5; Jo 13.4).

2) Prender no cinto (Sl 45.3).

3) Conceder (Sl 18.39).

4) Cercar (Sl 30.11).

5) Ter sempre consigo (Ef 6.14).

6) Aprontar-se para o trabalho ou para a luta (1Pe 1.13).

CIÊNCIA

CIÊNCIA

Na Bíblia, soma de conhecimentos práticos da vida;
SABEDORIA (1) (Dn 1.4; Jó 21.22; At 7.22; 1Co 8.1; 13.8).

CIDADE DE DAVI

CIDADE DE DAVI

1) A fortaleza que os JEBUSEUS haviam construído no monte Sião e que foi conquistada por Davi (2Sm 5.6-9).

2) A cidade de Belém (Lc 2.11).

CIDADE

CIDADE

A Bíblia geralmente não faz distinção entre cidade, vila e povoado. A ênfase sobre muros (Levítico 25: 29-31) e fortificações (Josué 19:35), com repetidas referências a torres, portões e sítios, indicam que as cidades providenciaram segurança primária para as vilas e lugares circunvizinhos.

ORIGEM E ANTIGUIDADE PRÉ-REQUISITOS PRÁTICOS
A existência de comunidades estabelecidas dependia do suprimento controlado de alimento. Em contraste com o habitante da cidade, o nômade vivia numa tenda portátil, apropriada para uma incessante busca de alimento. Abraão é exemplo de uma experiência seminômade: "Ele aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador" (Hebreus 11:10).
A PRIMEIRA CIDADE BíBLICA

Em Gênesis 4:17 está a primeira referência a uma cidade. Caim "estava construindo" a cidade, que provavelmente não terminou nem na qual residiu permanentemente, pois tinha sido condenado a uma existência errante (vers.12).

A primeira prole humana, Caim e Abel, estava envolvida na produção de alimento (Gênesis 4:2). Caim era lavrador e Abel apascentava rebanhos. Gênesis 4 mostra as diversas atividades dos habitantes daquela cidade: confecção de tendas estava associada a Jabal (vers. 20), música a Jubal (21) e artefatos em metal com Tubalcaim (22).
EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA

O testemunho da arqueologia geralmente confirma a data de origem das cidades. A cidade mais antiga descoberta em Canaã foi Jericó. Com o uso de carbono-14 para análise de peças de madeira do local, Katheleen Kenyon atribuiu uma data anterior a 7000 AC.

Embora menor do que 4 hectares, era uma cidade bem desenvolvida com um impressionante muro de 1,8m de espessura e uma torre redonda de pedra de quase 9m de altura equipada internamente com uma escada da base ao topo. Jericó parece ser 3.000 anos mais antiga que outras cidades cananitas. A maioria das cidades sumerianas tais como Ur, Ish, Lagah e Ereque foram fundadas mais tarde, no quarto ou terceiro milênio AC.
LOCALIZAÇÃO E NOME PRÉ-REQUISITOS TOPOGRÁFICOS
Há quatro considerações básicas na seleção de um local para uma cidade.

1. A situação topográfica da cidade antigamente tinha que contribuir para a sua defesa. Construída numa colina natural, uma cidade tendia a ser menos vulnerável do que num vale. Vantagem substancial era dada aos defensores se um inimigo era forçado a atacar num aclive.

A topografia de Jerusalém ilustra o fator de segurança da seleção de um lugar. Embora rodeada de montanhas mais altas (Salmo 125:2), Jerusalém originalmente foi fundada num cume de calcário protegido a leste pelo Vale de Kidron e a oeste pelo igualmente formidável Vale de Tyropoean. Os dois vales se encontram protegendo Jerusalém ao sul. Para completar a segurança, muros foram construídos em torno da cidade, com ênfase especial ao norte, onde ao contrário Jerusalém não tinha proteção (II Samuel 5:6).

2. Uma nascente de água convenientemente localizada era uma necessidade absoluta para a existência de uma cidade. A fonte da cidade ou poço se tornava o centro das relações sociais, particularmente para as mulheres, incumbidas tradicionalmente de carregar água. São inúmeros os exemplos bíblicos de socialização no poço da cidade (Gênesis 29: 1-12; I Reis 1: 38-39).

Em geral, as nascentes de água se localizavam nos vales, logo a fonte mais próxima à cidade ficava freqüentemente fora de seus muros. Se um inimigo cercasse a nascente de água, a cidade poderia ser forçada a se render quando o suprimento de água estocado na cidade acabasse. Em Jerusalém, o Rei Ezequias construiu um túnel de água para neutralizar o iminente ataque do rei assírio Senaqueribe (II Reis 20:20; II Crônicas 32:30). Sua espantosa façanha de engenharia, com mais de 518m de comprimento e mais de 2.500 anos de construção ainda pode ser vista pelos que visitam Jerusalém.

3. Cada cidade precisava de alimento adequado para seus habitantes. Antigos lavradores moravam numa vila ou cidade e andavam todos os dias para suas fazendas. A existência de uma cidade, portanto, dependia de campos cultiváveis ao seu redor adequados às necessidades da população.

4. Para facilitar a importação de matéria prima e exportação de produtos acabados, era desejável, se não imperativa, a proximidade a estradas locais e internacionais. As importantes cidades da Bíblia se localizavam ao longo de artérias básicas de comércio.

A relativa importância desses quatro fatores mudou através dos séculos. Com o aparecimento de fortes nações-estados como Roma, as cidades poderiam depender de exércitos permanentes e assim desistir da localização inconveniente em topos de colinas.

 O desenvolvimento de cisternas rebocadas e aquedutos tornou possível a fundação de cidades distantes das fontes de água; Cesaréia, por exemplo, construída por Herodes, o Grande, ficava a 19,3km das nascentes do Monte Carmelo. As rotas comerciais mudaram com a alteração de condições internacionais, causando o desaparecimento de algumas cidades e o desenvolvimento de outras.

CIDADÃO

CIDADÃO

1) Morador de uma cidade (Lc 15.15).

2) Pessoa garantida pelos direitos civis e políticos de uma nação (At 22.28).

CHOÇA

CHOÇA

Abrigo simples para proteger do sol e do mau tempo.

No Oriente muitas vezes as plantações não eram cercadas, sendo guardadas por um vigia, que ficava numa cabana, num lugar alto (Jó 27.18, RA).

CHIFRE

CHIFRE

Ponta dura e curva que aparece na fronte de alguns animais (Ap 17.3).

O chifre era usado para conter líquidos e também servia como corneta (Js 6.4). Era símbolo de poder (Zc 1.18-19, RA).

CHIBOLETE

CHIBOLETE

Palavra hebraica que quer dizer “riacho” ou “espiga” e que era pronunciada de modo diferente nos dois lados do rio Jordão (Jz 12.6).

CHARLES MARTEL (688–741)


CHARLES MARTEL
(688–741)

Avô de Carlos Magno que, na Batalha de Tours (732), liderou os franceses impedindo o avanço muçulmano para a Europa Ocidental.

Carlos, conhecido como Martel ("o martelo") pelos seus repetidos ataques contra os sarracenos (muçulmanos), era filho ilegítimo de um governador merovingiano, Pepin of Heristal. (Os merovingianos formaram a primeira dinastia francesa).

Com a morte de Pepin, Charles apoderou-se do cargo de seu pai com seu poder quase real e obrigou os dois herdeiros legítimos a entrarem num mosteiro. Sob o título de "principal do palácio" (primeiro-ministro), ele administrou bem suas funções, agindo como um rei.

Era independente em seu relacionamento com a nobreza francesa, realeza estrangeira, clérigos e papas. Recusou-se a ajudar o papa quando lhe foi solicitado. Freqüentemente apoderando-se de terras e possessões pertencentes à igreja para seu próprio uso, Charles construiu a herança que Carlos Magno teve mais tarde.

Embora a Batalha de Tours (perto de Poitiers) não tenha sido decisiva, serviu para levantar o moral dos franceses, que foram encorajados por ela para deter a invasão muçulmana posterior e para tomar à ofensiva. Embora os ataques muçulmanos tenham continuado, eram menos fortes do que no passado, principalmente por causa da complacência e dissensão interna dos muçulmanos.

Quando Charles Martel morreu, deixou suas terras e seu cargo para seus dois filhos, Pepin e Carloman. Dentro de poucos anos Pepin estava governando sozinho, o que impediu a disseminação da dinastia carolíngia.

CHARLEMAGNE (742-814)

CHARLEMAGNE
(742-814)

O maior dos governantes carolíngios da Europa Ocidental

Carlos Magno reinou de 768 a 814 sobre a região que é hoje a França, os Países Baixos (Holanda e Bélgica) e Alemanha Ocidental, tendo conquistado outras áreas durante o tempo em que viveu.

Seu nome significa "Carlos, o Grande". Seu irmão, Carloman, reinou brevemente com ele de 768 a 771. Quando Carlos Magno ficou sozinho como monarca, fez uma administração efetiva e iniciou um modelo firme de conquista territorial.

Suas aquisições mais importantes foram a Saxônia (uma região na Alemanha) e o norte da Itália. Também lutou contra os habitantes de Avar e outras tribos da Europa Central e os muçulmanos no norte da Espanha. Em todas as áreas ele estabeleceu zonas de fronteira importantes para a futura expansão da Europa cristã.

O sistema administrativo de Carlos Magno foi a chave para o bem-estar de seus reinos e império. Ele dividiu o reino em distritos, chamados condados, supervisionados por oficiais indicados (condes). Áreas fronteiriças eram administradas por líderes militares de operação.

Regiões conquistadas recentemente eram chamadas marcas ou marcos e um "condado de marco" (marquês) era totalmente autônomo. Os condados eram supervisionados por dois oficiais itinerantes, um leigo e um clérigo, que não repetiam o mesmo circuito todo ano.

CHAMAR

CHAMAR

1) Convidar as pessoas para que aceitem a salvação realizada por meio de Jesus Cristo (Gl 1.6).

Essa é uma decisão tomada por Deus, desde a eternidade. Exteriormente esse convite é comunicado às pessoas através da mensagem de Deus e interiormente, pela ação do Espírito Santo, que cria a fé salvadora.

2) Convocar certas pessoas para que se dediquem a trabalhos especiais no Reino de Deus (Rm 1.1).

Também essa convocação é uma decisão divina, tomada desde a eternidade (Is 49.1,5; Jr 1.5; Gl 1.15).

CHACAL

CHACAL

O chacal é um carnívoro menor do que o lobo verdadeiro, com uma cauda também menor do que a desse animal.

É similar a uma raposa, mas tem a cabeça mais larga, orelhas menores e pernas longas. Enquanto a raposa é solitária, o chacal tende a viver em bandos.

As referências do Velho Testamento são a chacais rondando cidades arruinadas e áreas desérticas (Neemias 2:13; Salmo 44:19; Isaías 13:22; 34:13; 35:7; Jeremias 9:11; 14:6; 49:33; 51:37; Lamentações 4:3; 5:18; Malaquias 1:3).9034

CÉU

CÉU

1) Uma das grandes divisões do UNIVERSO (Gn 1.1).

2) Lugar onde moram Deus, os seres celestiais e os salvos que morrem (Is 66.1; Mt 24.36; 2Co 5.1).

CÉU

CÉU

VISÃO GERAL
Na Bíblia, céu pode significar duas coisas. Primeiro, se refere ao firmamento e tudo o que há nele (as estrelas, nuvens, ar). Isto é frequentemente chamado "os céus" em vez de céu. É um espaço físico que podemos ver e sentir. Lemos sobre os céus em passagens como estas:
1. Gênesis 1:1: No princípio Deus criou os céus e a terra.

2. Salmo 19:1: Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
3. I Coríntios 15:40: Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais e outra a dos terrestres.
O segundo significado para céu deveria ser "céu dos céus". Não é um lugar que podemos ver e sentir; é um lugar espiritual. Este é aquele ao qual nos referimos quando dizemos que alguém morre e vai para o céu. É onde o povo de Deus se reúne em torno do trono de Deus. Lemos sobre o céu nas seguintes passagens:

1. Gênesis 28:12: E sonhou: Eis posta na terra uma escada, cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.
2. Neemias 9:6: Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora. (Este mostra ambos os usos da palavra).
3.Lucas 6:23: Porque grande é o vosso galardão no céu.
A palavra hebraica para céu costumava ser usada no plural. Referia-se a mais de uma coisa.

NO VELHO TESTAMENTO
Os escritores do Velho Testamento consideravam o céu físico como um firmamento que aparecia como um grande arco apoiado em fundações e pilares (II Samuel 22:8). Este céu se espalhava acima da terra, com chuvas descendo de suas portas (Salmo 78:23). As passagens mais descritivas do Velho Testamento sobre o céu físico são Salmo 8 e Salmo 19:1-6. O Velho Testamento fala de elementos familiares dos céus.

1. As nuvens (Salmo 147:8)
2. Os ventos (Zacarias 2:6)
3. A chuva (Deuteronômio 11:11)
4. O trovão (I Samuel 2:10)
5. O orvalho (Deuteronômio 33:13)
6. A geada (Jó 38:29)
O Velho Testamento também menciona as forças destruidoras dos céus como granizo (Josué 10:11) e fogo (Gênesis 19:24).

Os antigos hebreus eram conscientes do que chamamos espaço exterior. Eles viam o sol, a lua, os planetas e as estrelas como criações gloriosas de Deus mesmo embora não as compreendessem completamente. Algumas nações antigas adoravam as luzes dos céus e associavam deuses e deusas com elas (Jeremias 44:17-25). Esse tipo de adoração tinha sido proibido a eles. Eles também tinham sido proibidos de tomar parte em coisas como astrologia, que procurava sabedoria (Isaías 47:13-14) nos céus em vez de procurá-la em Deus. Estas leis e restrições separavam os hebreus das culturas que os rodeavam.

A expressão "céus dos céus" (Deuteronômio 10:14) corresponde à expressão hebraica "o mais alto céu". Esta expressão hebraica do Velho Testamento deve ser a correspondente à expressão do Novo Testamento "o terceiro céu" (II Coríntios 12:2), que se compara à clássica idéia grega de três céus.

A igreja Católica Romana medieval adotou este modo de pensar. Aqueles que seguem essa abordagem pensam do terceiro céu como o lugar alcançado pelas almas dos abençoados, o céu dos céus. Os dois primeiros céus então são duas regiões em níveis mais baixos; a atmosfera e o espaço sideral (contendo os corpos celestes) e então o universo remoto.
Pelo menos dois santos do Velho Testamento, Enoque (Gênesis 5:22-24) e Elias (II Reis 2:11) foram diretamente para o céu sem morrer primeiro. Foram diretamente desta vida para a presença de Deus.